sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 72 ( Bolinho Casamenteiro )

Fui acordada com o aroma do café entrando pelo quarto. Luan estava em pé, deslumbrante como sempre, trajando jeans claro e uma blusa verde, com uma bandeja abarrotada de coisas: pães de diversos tipos, biscoitos, frutas variadas, suco, achocolatado e o café. 

- Bom dia! – Ele disse com um sorrisão que fez com que eu me derretesse toda. Com certeza amava esse homem! – Café na cama para minha princesa. 

- Bom dia! – Eu disse ainda sonolenta, esfregando os olhos.

 - Dormiu bem? – Ele quis saber. -

 Com você ao meu lado, Luan durmo como uma criança! – Passei a mão por seu lindo rosto. Seus olhos infinitamente belos, estavam misteriosos e seu rosto era como um sol, tão radiante e ao mesmo tempo travesso. Tinha algo no ar. 

- Que bom! – Seu sorriso me encantava. – Vamos tomar café? Tudo aqui foi feito pela minha mãe, sua futura sogra. – Essas palavras me pegaram de surpresa. Olhei para ele, segurei seu rosto e o beijei. Ele me beijou com tanta ternura, que me senti amada, apenas com aquele beijo. 

- Eu te amo! 

- Eu também te amo, (Nome+Sobrenome) – Ele ainda segurava meu rosto e me olhava com aqueles olhos que arrebatavam meu coração. Ele me soltou, e me deu um um bolinho , que por sinal parecia divino. Dei a primeira mordida e realmente era maravilhoso: - Sua mãe é uma excelente cozinheira. – Ele apenas sorriu. – Você não vai comer? – Ele balançou a cabeça em afirmação, pegou uma uva e colou na boca. Quando dei a segunda mordida no bolinho, senti algo duro entre meus dentes. No mesmo instante tirei o bolinho da boca e me deparei com um lindo anel. Um solitário com um cristal discreto. Era perfeito. No mesmo instante meus olhos se encheram de lágrimas. Olhei para Luan depois olhei para o anel, ainda sem entender o que estava acontecendo. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino.71 ( Tão meu)

Enquanto jantávamos, eles faziam perguntas de como nos conhecemos. E Luan contou. 

- Eu vi a reportagem. – Falou Amarildo. – Você é a filha do magnata, o empreiteiro. O que começou pobre e se tornou podre de rico! 

- Pai! – Repreendeu Luan. Achei graça.

 - É sim. Meu pai começou como pedreiro. E hoje ele tem bastante dinheiro, mas ele não é magnata! – Todos riram. 

- Então filho, pegou o safado? 

- Ainda não Pai. Mas vou pegar, não tenha dúvidas disso. –Luan segurou minha mão. 

- Eu sei, filho. – Disse o pai. – Esse aí, (Seu nome) quando enfia uma coisa na cabeça, ninguém tira. Terminamos nosso jantar,Marizete nos levou para nossos quartos. Luan foi para o dele e eu fui para o de hóspedes, que ficava em frente ao quarto dele. O quarto era claro, com cortinas brancas. A parede onde ficava a cama era, como toda a casa, trabalhada em pedras. Um sofá bastante aconchegante estava ao lado da cama. Da janela do quarto dava para ver o lago, que daqui era mais lindo ainda. Liguei para meus pais, informei que estava bem. Depois liguei para Alex e como sempre, ele parecia não estar nada bem. Depois de trocarmos algumas meias palavras, desligamos. Arrumei minhas coisas no armário, tomei um banho e me deitei. - Toc, toc! – Luan abriu a porta e colocou a cabeça pra dentro. 

– Posso entrar? Apenas sorri, ele entrou, deitou na cama, me aninhei ao seu lado começou a acariciou  rosto . 

-Eu te amo tanto.-Me deu um beijo simples mais cheio de amor.-Meus pais amaram você . 

-Serio , fiquei tão nervosa , como se meu coração fosse sair pela boca-Rimos e ele passou o braço por baixo de mim .E começarmos a nos beijar , com profundidade tornando nossos copos em um .Seu beijo era feroz mais delicado .Quanto mais eu puxava ele mais quente ficava ali .Nossas bocas estavam grudadas. Luan parou o beijo .E que beijos. Ficamos sem ar .Ele ficou em cima de mim .Que visão. Mesmo no escuro via aquele sorriso inigualável .Me puxou juntando nossos corpos e começamos mais uma vez. Ele beijava meu pescoço , meu ombro .Já estava arrepiada .Mas me afastei assim que ele tentou subir minha blusa .Ele me olhou não entendendo.

 -Luan... Eu ainda sou .-Não sei , estava diante do homem da minha vida e travei abaixei a cabeça com vergonha .Sim eu ainda era virgem .Estou guardando pro homem certo .Que poço chamar de meu pro resto da vida. 

-Ei ? Fica assim não .-Ele pegou no meu queixo e fez eu olhar aqueles lindos olhos .-Eu entendo , não precisa ficar assim .Eu te amo.-Luan me puxou e me abraçou .Deitamos .Fiquei com a cabeça em cima do seu peito .Ouvindo seu coração que batia como uma melodia para meus ouvidos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 69

A viagem foi longa. Luan fez questão de dirigir por todo o caminho. A Fazenda ficava bem no interior, em uma cidadezinha graciosa e pessoas simpáticas. Todas pareciam conhecer Luan, ele buzinava e elas acenavam. Pelo visto, meu amor era muito querido. Quando chegamos já era noite e estávamos exaustos. Minha vontade era cair na cama e dormir, mas eu tinha um jantar e pessoas importantes a conhecer. E por falar em conhecer, não tinha percebido, mas estava nervosa e constrangida por chegar à casa de alguém que não conhecia. E se não gostarem de mim?

 -Luan, - ele olhou pra mim. Que olhos maravilhosos! – Estou com vergonha e bastante nervosa. – Senti meu rosto em chamas. 

- Vai ficar tudo bem. – Ele segurava minha mão. – Tenho certeza que eles irão te amar. Respirei fundo. Abri a porta do carro e saí. À primeira vista, a fazenda era linda. Mas quando comecei a olhá-la melhor, a achei encantadora. A casa da família de Luan é bem grande, decorada com pedras. No centro de todo o terreno havia um lago e uma cerca de madeira branca percorria todo o espaço da fazenda. O lago era rodeado por um jardim belíssimo, onde havia vários tipos de flores e uma cascata de pedras, onde suas águas iam de encontro ao lago. A fazenda era simplesmente belíssima. De longe a vista uma moça , baixa , magra e com um corpo lindo , parecia uma boneca .Deve ser irmã dele, Bruna. Veio na direção do Luan e deu um abraço. 

- Luan! Que saudades! – Disse ela todo sorridente. 

- E aí Piroca? Como você está? – Luan segurou ela pelos ombros e a encarou

 - Estou bem. – ela olhou pra mim. – Essa é a (seu nome) ? 

- Sim. - Eu me aproximei, . – (Seu nome) , essa é a Bruna.

 - Oi... – Foi tudo o que eu consegui dizer, porque Bruna se atirou em meus braços. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 68 ( A última vez )

Consegui colocar meu serviço em ordem. Saí para almoçar, durante a semana, com Carla duas vezes e finalmente a apresentei ao Luan, que obvio, ficou encantada por ele. Qual é a mulher que não fica babando por esse homem? Até minha mãe de vez em quando se rende aos seus encantos. A única coisa que faltava, eram os livros que estavam com Alex e eu não conseguia pegar. Quando eu não esquecia, quem esquecia era ele. Um desencontro total. Ele passou a semana bastante ocupado. Quase não teve tempo para mim, o que foi bom, pois assim não tive problemas com Luan. E nem com Ele. Ah Deus, quando vou conseguir resolver esse problema? Dois homens maravilhosos. Ai ai... Quando contei a ele que iria viajar, ficou claro que ele não tinha gostado nenhum pouco. Ele ficou uma fera, mas parece que resolveu me dar espaço para decidir o que quer que fosse. Usamos como desculpa, a ordem de meu pai, para que Luan fosse comigo. Alex fingiu engolir a história. A sexta chegou e eu nem percebi. Quando me dei conta, já estava na hora de ir para casa pegar as malas e cair na estrada. Mas antes de sair, pedi a secretária dele, para que deixasse os livros em minha mesa pela segunda de manhã, sem falta. Estava cansada de esquecer e de pedir para ele trazer. Aproveitei e passei em sua sala para me despedir. 

- Oi Alex. 

- Oi. – Ele estava sério. 

- Você vai me acompanhar até em casa? – Perguntei torcendo para que ele dissesse não. Ele apenas balançou a cabeça. – Segunda estou de volta. 

- Eu sei. – Ele estava mal, seus olhos estavam profundamente tristes. Um nó se instalou em minha garganta. Ele era meu noivo, de certa forma ainda o amava, mas o Luan me fazia esquecer tudo e todos. O que sentia por Luan era mais forte do que minha vontade de terminar esse romance proibido, de prosseguir com minha vida e me casar. Caminhei até a ele, dei abraço e um beijo. Tinha certeza de que, embora ainda o amasse, aquele seria o nosso último beijo. Não queria fazê-lo sofrer, mas meu coração já pertencia ao outro, pois tinha sido roubado no instante em que eu coloquei meus olhos nele, naquele maldito sequestro. Ele me apertou contra seu corpo, como se soubesse que seria o último. O beijo foi bom (porque ele beijava muito bem) e longo, como o que ele costumava me dar quando ainda estávamos bem, que me tirava o fôlego e me fazia ir até o céu e ver estrelas. Mas não era o beijo que queria. 

- Se cuida, (Seu apelido). – Quando por fim, me soltou.

 - Você também. – Meu coração ainda estava apertado. Saí e fui ao encontro do meu guarda costas que estava me aguardando no estacionamento, mas o nó ainda estava instalado lá, preso em minha garganta. O que será do Alex quando eu voltar dessa viagem?

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 67 ( Amigo Daniel )

Os dias foram se passando, e nada de novo aconteceu, (Alex e Luan sempre ficavam emburrados quando estavam perto um do outro e perto de mim, meu pai sempre tentando apaziguar a situação, mas sem deixar muito clara sua preferência por Luan, no entanto, para mim isso era tão claro como água cristalina. O que meu deixava intrigada, pois papai adorava Alex), exceto por uma ligação que melhorou minha semana. Daniel, meu velho amigo de infância. Carla tinha me dito que ele estava em Lisboa, treinando sua equipe para o novo restaurante que iria abrir. Ele começou como Maître de alguns restaurante, estudou culinária, chegou a Chef e hoje tem seu próprio negócio, porém, não consegue largar a cozinha.


 - (Nome e sobrenome) ! – Ouvi sua voz.



 - Daniel? – Reconheci imediatamente. – Mosqueteiro, que saudades!



 - Também, minha amiga. Me desculpe por só conseguir ligar agora para você. – Sua voz estava triste. – Estou em outro país, sei que não é desculpa, mas fiquei bastante enrolado. 



- Eu sei, tudo bem. – Ele poderia ter me ligado antes, mas estou com tanta saudades do meu amigo que não vou brigar com ele por causa disso, e quando ele foi para Lisboa, ele já sabia que eu estava em casa e em segurança.



 - E como você está minha amiga? - Contei a Daniel sobre o trauma do sequestro, sobre o resgate, sobre Luan sim sobre Luan ! Não podia esconder isso dele. E o mais engraçado, foi que Daniel me deu forças para jogar tudo para o alto e ficar com Luan. O que está acontecendo com esse povo? Sempre achei que todos gostavam de Alex, até o dia que contei a Carla e Pedro o que tinha acontecido, e meu querido amigo me confessar, dizendo que nunca tinha ido com a cara do meu noivo. 

Será que eles só suportavam Alex por minha causa? 


- E você, como está? Já arrumou uma namorada? Quando será a inauguração do restaurante? – Bombardeei o pobre coitado de perguntas.



 - Nossa, quantas perguntas! –  Nós dois rimos. Eu amava meu amigo e não sabia, até aquele momento, a falta que estava sentindo dele. – Bem, eu estou bem, só que com muitas saudades de todos vocês. Não, não estou namorando. Você sabe que não sou disso. – E era verdade, meu amigo era um galinha.



 - Você ainda vai se apaixonar. Ainda vou ver isso, tenho certeza! – Passou por minha mente apresenta-lo a alguém e acho que seriam perfeitos juntos... 



- Ah (seu apelido) , sei não. Você e a Carla são as mulheres da minha vida. Tenho vocês, não preciso de mais nada. – Ah, meu amigo é um fofo! 



- Que lindo Dani! – Ele fez um ruído como se indicasse que fez uma careta.



 - Arg! Chega de melação! – Ri alto. – E a inauguração do restaurante ainda vai demorar e faço questão de ter meus amigos aqui comigo. E você com Luan



- Hum... acha mesmo que vou escolher o Luan? 



- Tenho certeza!



- Por que acha isso? 



- Pelo o que você me falou, é uma ótima pessoa e te ama. 



- É, acho que sim



- Amiga, preciso desligar. 



– Ahhhh! 



- Semana que vem estarei de volta. Vamos marcar algo? Quero conhecer o ta Luan, para saber se está aprovado ou não. 



- Seu bobo! – Rimos. – Vamos sim. Me liga quando voltar. Eu te amo! 



- Eu também. Beijos. – E então, ele desligou. Era bom ter meus amigos por perto.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 66 ( Meu anjo protetor )

- E por que não me respondeu? – Lágrimas ainda rolavam por minha face. 

- Porque estava chateado, com ciúmes. Vi o beijo de vocês... 

- Me desculpa, eu estava furiosa, pensei que você estava com ela. 

- Não precisa pedir desculpas, ele é seu noivo. Eu entendo. Só que te amo. É insuportável ver você com outra pessoa e eu só falei aquilo para te provocar. – Ele sussurrava. Sua voz estava carregada de uma tristeza tão profunda que cortou meu coração. Ele me viu beijando Alex. E o pior é que eu o beijei porque estava com raiva do Luan. E ele estava próximo a mim o tempo todo. Que burra! 

- Prometo que quando a gente voltar do final de semana, eu resolvo essa situação. – Disse fungando e enxugando minhas lágrimas. -

 Hã? – Ele perguntou confuso. - Final de semana? 

- É! Eu falei com meus pais, está tudo certo. – falei cheia de entusiasmo. Ele ainda estava confuso e em silêncio. - A não ser que você não queira. – Falei, um pouco envergonhada. Já pensou se ele mudou de ideia? 

- Está falando sério? – Ele perguntou surpreso. – Passar um tempo com você, é tudo o que eu mais quero. Longe de tudo, de toda essa confusão. Sorri e o beijei: – Estava com saudades do seu beijo. 

Ele não disse nada, apenas ficou ali me beijando. E Eu fiquei no meu lugar preferido: os braços dele. 

Sequestrados pelo destino. 65 ( Ele voltou )

Na madrugada, um galho bateu na minha janela, me assustando. Meu coração martelava em meu peito. Estava confusa. O susto, a falta do Luan. Desde que voltara, essa seria minha primeira noite sem o Luan. Ele sempre dava um jeito de ficar comigo. Ainda entorpecida pelo sono, meu coração quase parou quando, minhas vistas embaçadas, vislumbraram a silhueta de um homem sentado no sofá que ficava ao pé da minha cama, mas suspirei de alívio quando percebi quem era.

 - Desculpa, não quis te acordar. – Ele disse. O alívio que senti, não era somente porque não era um bandido ou um sequestrador e sim porque ele estava ali comigo. Imediatamente me levantei e me aninhei em seu colo. Ele a princípio relutou como se não me quisesse em seu colo, mas por fim, me abraçou. Provavelmente, ainda estava aborrecido comigo. Eu também estava, mas naquele momento o perdoei por qualquer coisa que tivesse feito. 

- Pensei que você não fosse vir. – Eu disse. Voltei a chorar. – Pensei que tinha me esquecido, que estava com a Lorena – Solucei. Ele me olhava com ternura, como se isso jamais tivesse passado em sua mente, como se jamais quisesse estar com uma mulher que não fosse eu. 

- Esquecer você? Não tem como, (Seu apelido). – Ele parecia se compadecer com a minha dor. 

- Luan , eu te amo. 

- Eu também te amo, ( seu apelido). – Senti algo molhado e quente no topo da minha cabeça. Ele estava chorando!

 - Onde você estava? Você foi levar mesmo a Lorena em casa? 

- Claro que não. – Ele disse baixinho. – Eu vim logo atrás de vocês. É meu dever te proteger, esqueceu?

 - Fiquei imaginando um monte de coisas... 

- Xiu... – Ele me interrompeu. – Estou aqui com você. Estive o tempo todo. Eu vi quando vocês chegaram, quando você entrou...