- Não. Não tenho. – Canalha. Canalha. Mil vezes canalha! Agora eu queria voar no pescoço dele.
- Hum... - Disse ela empolgada - que tal sairmos para beber algo qualquer dia desses? - Arg! - Eu estava ficando louca!
- Já chega!
- O que foi (Seu nome) ? - Perguntou Mary. - É sério mesmo que você está dando em cima do meu - engoli seco - guarda costas? - Queria falar namorado, amor, homem...
- Qual o problema?
- Vou ficar com esse, ok? – Já que eu não podia fazer nada, resolvi fugir. - Com licença. - Fui em direção ao closet. Saí bufando.
- Mas o que deu nessa menina? - Perguntou minha mãe. Como minha mãe é fingida! Bufei.
- Deve ser a tensão do casamento. - Ouvi Luan dizendo de longe. Eu estava desesperada. E se ele realmente topasse sair com ela, o que eu faria? Ao longe eu só ouvia as gargalhadas. Terminei de me arrumar, me recompus ao máximo. Respirei fundo e fui caminhando de volta para o salão. Ouvi a voz de Luan e de Marry quase num sussurro. Ela estava com uma voz doce, persuasiva e com aquele maldito sotaque francês.. Parei e fiquei escutando.
- Quando podemos ir? - Ela perguntou. Tentei ver o que estava acontecendo. O salão agora estava vazio, todos tinham sumido. Eles pareciam à vontade no grande sofá branco. Ela estava quase em cima dele e ele parecia estar gostando. Marry estava acariciando o peito de Luan . Ele tirou a mão dela do seu peito, para meu alívio, olhou nos olhos dela e disse:
- Marry, não me leve a mal - ele estava sério - você é uma mulher incrível, linda, talentosa. E eu não sou seu tipo, nós dois sabemos disso. E outra, posso não ter uma namorada, mas infelizmente, meu coração está ocupado. - Ele levou as mãos dela até sua boca e as beijou. Um cavalheiro nato. - Sinto muito. Achei que era a hora de entrar em cena:
- Atrapalho algo? - Nenhum dos dois respondeu. - Marry, quando volto?
- Eu te ligo, querida.
- Ok! Cadê minha mãe, Luan ? – Eu estava furiosa.
- Está no carro.
- Então vamos? - Ele se dirigiu até a porta e a abriu para mim.
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