- Para que motorista, (Seu apelido)? - Perguntou minha mãe.
- Para eu ir trabalhar!
- Você não tem o Luan ?
- Ele não é o nosso motorista!
- É verdade, (Seu nome) Podemos ir no meu carro.
- Naquela lata velha? Nem pensar! Se não vamos na limusine de papai, vamos no meu carro.
- Gostei. Teríamos mais tempo juntos e ficaríamos à vontade para conversar. E eu poderia dirigir, tem muito tempo que não faço isso.
- E eu dirijo! Até logo mãe. - Fiz uma careta para ele.
- Sim senhora, madame! - disse ele de deboche. Minha mãe achava graça em tudo o que Luan fazia. Acho que isso era bom. Ou ela está se fazendo de cega ou estava entendendo porque me apaixonei por ele. Peguei minha bolsa e meu celular, que tinha três chamadas perdidas: Alex.
- Droga!
- O que foi? - Quis saber ele. Estávamos a caminho da garagem.
- Alex me ligou ontem, três vezes. Não ouvi o telefone tocar.
- Nem eu! - Agora foi a vez de ele fazer careta.
- Se eu soubesse que íamos no meu carro, tinha mandado o José aprontar ele. Será que essa joça ainda funciona? - Quando vi o carro, fiquei paralisada. Cenas do que aconteceu passaram na minha mente.
- Qual o problema? - Ele quis saber.
- Pelo visto, arrumaram a batida que vocês deram nele. Será que vou conseguir dirigir?
- Eu estou com você. Se não conseguir, eu assumo. - olhou de um lado para o outro, me deu um beijo rápido e entramos no carro. Pensei que seria pior. Não foi fácil, mas precisava vencer aquilo. Toda hora olhava pelo retrovisor, para ter certeza de não estar sendo seguida.Luan estava atento a tudo, e sempre que me percebia tensa, pegava minha mão.
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