segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 53 ( Sempre ao meu lado )

- Para que motorista, (Seu apelido)? - Perguntou minha mãe. 

- Para eu ir trabalhar! 

- Você não tem o Luan ? 

- Ele não é o nosso motorista! 

- É verdade, (Seu nome) Podemos ir no meu carro. 

- Naquela lata velha? Nem pensar! Se não vamos na limusine de papai, vamos no meu carro. 

- Gostei. Teríamos mais tempo juntos e ficaríamos à vontade para conversar. E eu poderia dirigir, tem muito tempo que não faço isso. 

- E eu dirijo! Até logo mãe. - Fiz uma careta para ele. 

- Sim senhora, madame! - disse ele de deboche. Minha mãe achava graça em tudo o que Luan fazia. Acho que isso era bom. Ou ela está se fazendo de cega ou estava entendendo porque me apaixonei por ele. Peguei minha bolsa e meu celular, que tinha três chamadas perdidas: Alex. 

- Droga!

 - O que foi? - Quis saber ele. Estávamos a caminho da garagem. 

- Alex me ligou ontem, três vezes. Não ouvi o telefone tocar. 

- Nem eu! - Agora foi a vez de ele fazer careta. 

- Se eu soubesse que íamos no meu carro, tinha mandado o José aprontar ele. Será que essa joça ainda funciona? - Quando vi o carro, fiquei paralisada. Cenas do que aconteceu passaram na minha mente. 

- Qual o problema? - Ele quis saber. 

- Pelo visto, arrumaram a batida que vocês deram nele. Será que vou conseguir dirigir?

 - Eu estou com você. Se não conseguir, eu assumo. - olhou de um lado para o outro, me deu um beijo rápido e entramos no carro. Pensei que seria pior. Não foi fácil, mas precisava vencer aquilo. Toda hora olhava pelo retrovisor, para ter certeza de não estar sendo seguida.Luan estava atento a tudo, e sempre que me percebia tensa, pegava minha mão.

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