segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 64 ( Ai, eu to doida )

Se eu realmente me casar um dia, gostaria de ter um casamento como o deles. 


- Falei com ele primeiro, porque precisava da permissão dele. É ele quem manda, esqueceu? – Dei uma piscadela para ela. 



- Boa noite. – Fui mais uma vez interrompida. O policial Logan, chegou todo esbaforido. – Hoje eu renderei o tenente Luan. -Droga, ele não vem hoje.,Precisava conversar com ele. 



- Boa noite, Logan. Pode,ficar à vontade. – Disse meu pai. 



- Obrigada, senhor. – Disse o policial e se retirou.



 - Mas voltando ao assunto, - minha mãe falou – qual é a novidade? -



 Esse final de semana vai ter um Congresso para contadores e eu quero ir. Papai já deixou, só falta você. - Pedi fazendo charminho. 



- Mas como você vai, se o tenente disse para você ficar sob vigilância? -



 Vou manda-lo com ela. – Disse meu pai. Minha mãe não gostou muito. 



- Isso não vai ser bom. Você não vê como está essa relação dos dois? - Se bem que depois de hoje, nem sei se o fim de semana ainda está de pé.



 - Não quero falar disso agora, (apelido da sua mãe). E se ela optar por ficar com o tenente, irei apoiá-la. – Não me contive, deixei escapar algumas lágrimas. Meu pai era demais! Minha mãe não falou mais nada e o clima ficou meio tenso na sala de jantar. Terminei, pedi licença e fui para meu quarto. - Pelo menos durante o jantar, consegui não pensar em Luan com a Lorena . - Precisava tomar um banho. Queria falar com Luan, mas pelo visto não iria conseguir. Peguei meu telefone e não tinha nenhuma chamada, nenhuma mensagem. Será que ele estava trabalhando mesmo ou estava com a oferecida da Lorena ? Ligo ou não ligo? Droga! Liguei. Chamou, chamou, chamou. Caixa postal. “No momento não posso atender, após o sinal deixe seu recado. Biiiiip.” Onde esse cretino está? A agonia estava tomando conta de mim. Resolvi mandar uma mensagem: 



“Luan, preciso falar com você. Hoje.” MENSAGEM ENVIADA 



Para amenizar a agonia fui para o banheiro, enchi a banheira, entrei nela e fiquei por lá ate minha pele começar a enrugar. Queria ver se ele tinha me respondido, mas me forcei a ficar ali.Saí da banheira, coloquei uma roupa, tudo bem de vagar, me obrigando a olhar o celular por último. Para minha frustração, não tinha nada. Ele não retornou minha ligação e nem respondeu minha mensagem. A dor que sentia era sufocante, pensei no que ele poderia estar fazendo, se estava com ela, se ele tinha me esquecido, assim, em um passe de mágicas. A dor era intensa demais. A única coisa que aliviava era o choro. Muitas vezes fui obrigada a reprimir meu choro, pois não queria que ninguém me ouvisse. Chorei até que em fim a dor passou, pois peguei no sono. O sono, nesse momento, era meu refúgio.

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