Conseguimos chegar ao prédio do meu pai. Todos me olhavam e sorriam a me ver e me cumprimentavam. Quando Marta me viu, a secretaria do meu pai, correu ao meu encontro e me deu um abraço:
- Minha menina! Que saudades! - Marta era uma senhora, que estava na casa dos 50. Ela se recusava a se aposentar e estava com meu pai desde que a empresa foi fundada. Ela não precisava dizer nada para eu saber o que ela estava pensando.
- Estou bem, Marta, eu juro!
- Tô vendo. – Ela disse sorrindo. - Quem é esse gato aí? - Ela se referia, é claro, ao Luan.
- Meu anjo da guarda, Martinha!
- E que anjo! - Velha safada!
- Meu pai, está por aí?
- Está sim.
- Pode avisa-lo que estou aqui?
- Claro!
- Por que todas as mulheres se jogam aos seus pés? – Perguntei a ele.
- Deve ser por causa do meu sorriso . - Ele sorriu. Que sorriso lindo.
- Sei! - O canalha ficou rindo da minha cara!
- Pode entrar (Seu nome) ! Ele ficou bastante surpreso! – Ela sorria.
- Imagino!
Entramos e ele estava sentado em sua grande mesa em mogno. Meu pai envelheceu uns 10 anos nos últimos três meses. E parte da culpa, era minha. - (seu nome) ! - Ele se levantou e veio até a mim com os braços abertos.
- O que você faz aqui? - Ele me envolveu com seus braços grandes e largos.
- Não me culpe, senhor. - disse Luan rindo, levantando as mãos como se estivesse se rendendo. - Descobri que quando (Seu nome) coloca algo na cabeça, é muito difícil de tirar.
- Sei muito bem disso, meu rapaz!
- Ei! Estou bem aqui! Parem de falar mal de mim na minha frente! - Os dois caíram na gargalhada.
- Eu te amo, minha filha! - Luan olhou para minha cara, como se dissesse: eu também te amo. Sorri para ele, mas parei quando Alex apareceu na sala.
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