sábado, 8 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 61 ( Vai, no cavalinho )

Continuei em silêncio e ele também não falou mais nada, até que nosso pedido chegou e eu resolvi falar algo, para tentar me distrair do que estava acontecendo. 

- Alex, você não me mandou os livros. – Me concentrei tanto na organização de tudo que me esqueci completamente. 

- Nossa, é mesmo, amor! Quando cheguei à minha sala, tinha um processo que eu precisava despachar. Acabei me envolvendo no trabalho e me esqueci, desculpa! – Disse ele tranquilamente. 

- Tudo bem. Pego mais tarde. – Luan e a tal da Lorena continuavam a rir. E eu não conseguia me distrair. Peguei ele me olhando. Ele estava fazendo de propósito. Ele queria me enlouquecer e estava conseguindo.

 - (Seu apelido), posso te levar para casa? – Alex perguntou. 

- Precisa pedir? – Rimos juntos. Eu já estava com tanta raiva do Luan , que nem me importei com o pedido do meu noivo. Acabamos nosso almoço, Alex me acompanhou até minha sala. Lorena e Luan continuaram no restaurante como se fossem velhos amigos. Estar com Alex não era tão ruim. Ele era bom, me amava. O único problema era que eu não o amava. Ele me deixou na minha sala e foi para a sua. Tentei me concentrar no trabalho, mas estava muito difícil. Fiquei repassando as cenas de Luan com aquela mulher. E se ele se apaixonasse por ela? Perdida em meus pensamentos, não percebi a hora passar. Luan bateu na minha porta e eu resolvi ignorar o fato dele ter almoçado com uma mulher.

 - Está na hora. – Ele estava bastante sério. 

- Desculpa Luan, me distraí aqui e esqueci de te avisar que vou para casa com Alex. – Ele não falou nada. Parece que também resolveu ignorar. 

– Tudo bem pra você? – Provoquei. 

- Sim. Você vai no carro dele? – Apenas afirmei com a cabeça.

 – Vou no seu então, cadê as chaves?
– Joguei para ele. – Ah! Vou aproveitar para dar uma carona para Lorena, se você não se importar. – Aí já é demais! E no meu carro ainda por cima? Bufei! 

- Você tá falando sério? 

- Sim. 

- Você não pode.

 - Por quê? 

- Porque você é meu guarda costas, esqueceu? – Ele franziu o cenho. Acho que não era isso o que ele queria ouvir, mas eu estava farta. Não queria discutir.

 - Você tem seu noivo, não precisa de mim. – Ele saiu.

 - Okay! – Falei sozinha. Eu fiquei sem saber o que fazer. Uma lágrima escorreu por minha face.

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