terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 56 ( Pai, pra todas as horas )

Ultimamente ele tem andado estranho com Alex. Eles eram tão chegados. Eu sempre dizia que meu pai era mais apaixonado por Alex do que eu. E eu sempre perdia para meu pai. Com certeza está acontecendo algo. Luan se levantou.

 - Vou dar uma volta. Quando terminar, (seu nome), me ligue. Venho te buscar imediatamente. - Ele apertou meu ombro. Uma despedida que pedia muito mais do que um aperto de ombro. Não queria que ele fosse. Por mim, ele poderia ficar, mas era preciso. 

- No último andar, tem uma praça de alimentação. É bem legal lá. - Completei mentalmente: Só não vá ficar olhando as funcionárias do meu pai. Acho que ele entendeu, pois ele sorriu e piscou para mim. 

- Com licença. Alex saiu logo atrás.

 - O que está acontecendo com este homem? - Perguntei. 

- Pensei que você soubesse. 

- E você sabe? Me conta pai, por favor! - Falei em tom dramático. Nos dois rimos. - Não tem como esconder as coisas de você, né pai? 

- Do que você está falando, (Seu apelido) ? - Ele disse se fazendo de desentendido.

 - Pai, preciso de ajuda. - Falei. - Não estou suportando mais, mamãe só pensa nesse bendito casamento. E eu só penso nele também, mas penso o contrário dele. Não quero me casar. – Disse de uma vez. Meu pai sempre foi mais próximo a mim do que minha mãe. Era fácil conversar com ele. 'Meu pai não me julgava, ele me ouvia e me aconselhava.

 - Eu já sabia. E não culpe, pelo amor de Deus, o sequestro. Pelo menos comigo não use isso como desculpa. 

- Ah pai, estou tão confusa! 

- Você ama esse rapaz? - Eu ia abrir minha boca, quando fechei de novo quando percebi que ele falava de Luan.

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