quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sequestrados pelo destino. 68 ( A última vez )

Consegui colocar meu serviço em ordem. Saí para almoçar, durante a semana, com Carla duas vezes e finalmente a apresentei ao Luan, que obvio, ficou encantada por ele. Qual é a mulher que não fica babando por esse homem? Até minha mãe de vez em quando se rende aos seus encantos. A única coisa que faltava, eram os livros que estavam com Alex e eu não conseguia pegar. Quando eu não esquecia, quem esquecia era ele. Um desencontro total. Ele passou a semana bastante ocupado. Quase não teve tempo para mim, o que foi bom, pois assim não tive problemas com Luan. E nem com Ele. Ah Deus, quando vou conseguir resolver esse problema? Dois homens maravilhosos. Ai ai... Quando contei a ele que iria viajar, ficou claro que ele não tinha gostado nenhum pouco. Ele ficou uma fera, mas parece que resolveu me dar espaço para decidir o que quer que fosse. Usamos como desculpa, a ordem de meu pai, para que Luan fosse comigo. Alex fingiu engolir a história. A sexta chegou e eu nem percebi. Quando me dei conta, já estava na hora de ir para casa pegar as malas e cair na estrada. Mas antes de sair, pedi a secretária dele, para que deixasse os livros em minha mesa pela segunda de manhã, sem falta. Estava cansada de esquecer e de pedir para ele trazer. Aproveitei e passei em sua sala para me despedir. 

- Oi Alex. 

- Oi. – Ele estava sério. 

- Você vai me acompanhar até em casa? – Perguntei torcendo para que ele dissesse não. Ele apenas balançou a cabeça. – Segunda estou de volta. 

- Eu sei. – Ele estava mal, seus olhos estavam profundamente tristes. Um nó se instalou em minha garganta. Ele era meu noivo, de certa forma ainda o amava, mas o Luan me fazia esquecer tudo e todos. O que sentia por Luan era mais forte do que minha vontade de terminar esse romance proibido, de prosseguir com minha vida e me casar. Caminhei até a ele, dei abraço e um beijo. Tinha certeza de que, embora ainda o amasse, aquele seria o nosso último beijo. Não queria fazê-lo sofrer, mas meu coração já pertencia ao outro, pois tinha sido roubado no instante em que eu coloquei meus olhos nele, naquele maldito sequestro. Ele me apertou contra seu corpo, como se soubesse que seria o último. O beijo foi bom (porque ele beijava muito bem) e longo, como o que ele costumava me dar quando ainda estávamos bem, que me tirava o fôlego e me fazia ir até o céu e ver estrelas. Mas não era o beijo que queria. 

- Se cuida, (Seu apelido). – Quando por fim, me soltou.

 - Você também. – Meu coração ainda estava apertado. Saí e fui ao encontro do meu guarda costas que estava me aguardando no estacionamento, mas o nó ainda estava instalado lá, preso em minha garganta. O que será do Alex quando eu voltar dessa viagem?

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