sexta-feira, 25 de abril de 2014

O Golpe - Epílogo

Luan's pov - 
Antes quando me perguntavam em entrevistas o que eu queria estar fazendo depois de vinte anos, eu não fazia ideia que as respostas que dava eram simples demais. 
Hoje, eu sei o que eu realmente sempre quis. (Seu Nome) entrou na minha vida de um jeito catastrófico, mas graças a Deus ela permaneceu. Depois de muito tempo eu fui descobrir que antes mesmo de quase a perder no incêndio doentio de Elena, eu já a amava. Dezesseis anos, uma menina ainda e mesmo assim eu já a amava. Naquele dia fiquei louco quando acordei e não a vi no quarto. Gritei com meus pais, gritei com minha irmã, gritei principalmente com os seguranças que deixaram ela fugir. E só Deus sabe como eu estava naquele dia, medo era o único sentimento que se instalou em mim. Pensar que eu nunca mais a veria era algo que eu não conseguia suportar. Deixei todo mundo pra trás e fui até a casa dela, quando vi o fogo consumindo tudo por onde passava, desespero tomou conta de mim. (Seu Nome) não podia não existir. Ela tinha que viver, se formar, ser amada. Precisava, acima de tudo, saber o que era felicidade. Tão jovem, tão pronta pra aprender a realmente viver. Se existia uma certeza que eu possuía naquele dia é que não a deixaria morrer. Inspirei profundamente e corri em direção ao fogo, quando a vi desacordada o pânico chegou. Ela precisava sobreviver. Eu a peguei no colo, vendo sua camisa encharcada de sangue. Minha pequena quase golpista estava ferida. E então ela puxou o ar com força, e pude ver que ela ainda estava viva. Felicidade se alastrou por todo meu corpo. A fumaça era sufocante e eu mal conseguia respirar.
A tirei da catástrofe que era sua casa e esperei, com ela em meu colo, a ambulância chegar. Ela só precisava aguentar mais um pouco para continuar comigo nesse mundo
.
Desde esse dia até hoje, depois de vinte anos, ela ainda está ao meu lado. (Seu Nome) se formou e é uma das advogadas mais prestigiadas do País, ganhou casos que pareciam perdidos, e agora tem seu próprio escritório onde comanda vinte outros advogados. Ajudei-a com os traumas que Elena a causou, e só assim ela pôde se permitir ter a felicidade plena. Ela se casou comigo há uma década, e temos dois gêmeos de oito anos. E agora estou voltando para casa depois de uma semana de shows, não consigo me concentrar em nada a não ser os três rostos que mais amo no mundo. Chego em casa, ansioso, elá está ela, com nossos dois gêmeos em cada lado seu. Ganho um sorriso que praticamente parte meu rosto em dois.

- PAPAI! - Ambos gritam e correm a meu encontro. 

Abraço-os com fervor, com saudade. Olho para (Seu Nome) parada, com um sorriso que espelha o meu.

 - Agora vou lá com a mamãe, tudo bem? - Falo para os gêmeos e eles balançam a cabeça positivamente. Me levanto e abro os braços, (Seu Nome) se joga em mim. E eu posso finalmente relaxar. Seu cheiro me faz perceber que estou em casa, com a minha família. Não poderia estar mais feliz. 

- Eu estava com saudade, amor.

 - Ela diz antes de me beijar intensamente. - Eu também. - Digo, sem fôlego quando nossos lábios se separam. Meus braços ainda estão em volta dela. 

- Papai! Papai! Papai! Olha o que a mamãe nos mandou dar pra você! Eu olho pra eles e vejo uma caixa pequena. (Seu Nome) dá um sorriso e não diz nada. Pego a caixa e tiro o embrulho. Há um par de sapatinhos rosa. Eu não posso acreditar. Olho para ela com um sorriso mais largo e ela retribui. 

- Estou sentindo que é uma menininha. - E então ela confirma minhas suspeitas. Eu a pego nos braços e os meus pequenos homens se juntam a nós.

 - Eu amo tanto vocês! - Digo. E repito infinitamente. Então aqui está a minha resposta a todos que sempre me perguntavam. É isso que eu sempre quis, é aqui onde eu sempre sonhei estar.


credito : instagram ( @chatsprolrds )

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