sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino. 44 ( Trocando ideias )

Não demorou muito para que batessem na porta:

 - Posso entrar? – Assenti. Ele entrou, sentou ao meu lado. – Então quer dizer que você vai experimentar seu vestido de casamento?

 - Parece que sim. – Ele parecia triste, esgotado.

 - Espero que encontre o ideal. – Ele foi sincero. – Me conta uma coisa, como foi que você conheceu esse babaca?

 - Não fala assim dele. Alex é muito importante para mim.

 - Desculpa se te ofendi, noivinha! – Ele estava mesmo irritado.

 - Ei, não precisa agir assim. – Eu disse suavemente tocando em sua perna. – Eu vou resolver isso. Prometo. Só preciso de tempo.

 - Isso está acabando comigo, (seu apelido) 

- Eu sei. Não pense que estou feliz, porque não estou! – Eu disse, pegando em sua mão enlaçando seus dedos nos meus. – Mas respondendo à sua pergunta, eu o conheci no escritório de meu pai. Não sei se você sabe, mas até você me sequestrar, eu fazia a contabilidade da empresa do meu pai. Falando nisso, tenho que voltar a trabalhar!

 - Você é contadora? - Ele perguntou admirado.

 - O que? Não vai me dizer que você pensou que eu fosse uma patricinha mimada? - Cai na gargalhada. 

- Eu nunca pensei isso de você. - Ele parecia sincero.

 - Essa parte eu conto depois, ok?! - Eu ri e dei um selinho nele. - Alex estava procurando emprego. Ele foi indicado por um amigo do meu pai, eu acho. Quando o conheci, meu pai estava contratando ele. Embora tivesse acabado de se formar, tinha boas referências de estágio. - Contei. - Meu pai gostou dele de cara e eu também. – Disse com um sorriso amarelo.

 - E a família dele? - Luan quis saber

. - Ele é órfão. - Disse. - Ele perdeu os pais ainda criança.

 - E como foi, você sabe? 

- Por que quer saber, Luan ? 

- Me desculpa, (Seu apelido) . Eu só queria entender porque você se apaixonou por ele.

 - Tudo bem. Parece que foi um acidente de carro. - Comecei a contar a história. - Os dois morreram na hora e Alex foi mandado para um orfanato, onde ficou até atingir a maior idade. - Eu realmente não gostava de falar disso. Era uma história dele e contar isso sem a permissão de Alex, para mim, era abusar de sua confiança e ainda mais contar para Luan. Me sentia péssima. - Ingressou na faculdade, se formou e foi trabalhar para meu pai. É isso. 

- Poxa, que triste. - Ele realmente parecia compadecido da história de Alex. 

- Pois é. Ele não gosta muito de tocar nesse assunto. Ele sofreu muito. E como já disse - continuei - o conheci lá. Foi paixão à primeira vista.

 - Hum... - E ele ficou mudo

. - E você? - Perguntei - E sua família?

 - O que tem?

 - Quero saber mais sobre você. 

- Hum. - Respirou fundo - Meus pais, são vivos e são casados até hoje, como os seus. E tenho um irmão se chama Leandro . 

- Que bom! Gostaria de conhecê-los um dia. Será que terei essa honra? - Perguntei. 

- Você realmente gostaria de conhecer meus pais? – Ele parecia surpreso. 

- Quero saber tudo a seu respeito, tenente! – Disse com um sorriso nos lábios.

 - Quando você quer ir? – Ele perguntou. 

- Tá falando sério?

 - Sim! 

- É muito longe?

 - De carro, umas 3 horas de viagem.

 - Que desculpa posso arrumar? 

- Diga que precisa de um tempo, e aí podemos passar o fim de semana juntos, o que acha? 

- Para isso acontecer, preciso contar a verdade, abrir o jogo com todos

. - E por que não? Acho que já está na hora do Alex saber.

 - Também acho... Só tenho medo da reação dele, do que ele pode fazer com você. - Disse preocupada. 

- Amorzinho, você está esquecendo quem sou! - Ele nem se importou com minha preocupação.

 - Eu posso contar meias verdades. - Ele bufou e se levantou. - Acho que está na hora da noivinha ir experimentar o vestido de noiva. - Disse ele amargurado. Saiu resmungando algo que não entendi.

Sequestrados pelo destino. 43 ( Pensando no futuro )

Terminei meu café e fui para a biblioteca. Estava muito nervosa. Não queria sair, não queria experimentar vestido nenhum. Não queria me casar. Resolvi procurar um livro para ler. Meu pai já tinha ido trabalhar e Alex foi com ele. Minha mãe estava cuidando dos afazeres dela e eu estava só. Pelo menos Carla estaria comigo. Concentrei-me em achar um livro. Acabei pegando um que já tinha lido, não por falta de opção, mas porque era meu livro preferido. . Apesar de ser meu livro preferido, estava difícil me concentrar. Fiquei pensando em como iria resolver toda essa história. Se eu terminar com Alex e ficar com Luan , como será que Alex ficará? Se eu ficar com Alex, vou fazer Luan sofrer. Mas também vou sofrer, por estar com alguém que não amo mais. Decisões, decisões, decisões. Tão simples. Era só eu terminar meu relacionamento e ficar com o homem que amo. Mas quem me garante que eu e Luan daremos certo? Minha cabeça começou a doer. Guardei o livro, pois ele não estava servindo de nada. Meu celular vibrou.

 Mensagem do Luan.

 (Seu apelido) , onde você está? L.S 

Respondi: Estou na Biblioteca! 

MENSAGEM ENVIADA

Sequestrados pelo destino. 42 ( O que eu falo? )

Depois de um longo período de silêncio, onde só se ouvia o barulho de talheres, minha adorável mãe resolveu quebra-lo com a seguinte notícia:

 - (seu nome) não sei se você se lembra, mas hoje temos algo importante a fazer! - Ela parecia empolgada. Tentei acessar minha agenda mentalmente, mas foi um fracasso, não me lembrei de nada. Balancei a cabeça negativamente. - Hoje temos prova de vestido! - Disse ela batendo as mãos uma na outra. 

- Não sei, mas acho que deveríamos adiar esse casamento. - Papai sugeriu. Quando abri a boca para concordar, Alex imediatamente disse:

 - Não. De forma alguma. Nós nos amamos, não há porque adiar o momento mais importante de nossas vidas. - Ele estava irado.

 - O que você acha, Luan ? - Perguntou meu pai. Forcei minha torrada a descer. Essa não, pensei. Luan deu de ombros e fixou seus lindos olhos castanhos - mel nos meus: 

- O que será que a noiva acha? - O canalha jogou a bomba no meu colo. - Se ela está tão apaixonada ao ponto de não conseguir adiar a data do casamento, Sr. (Sobrenome do seu pai) deixe-a se casar .- Ele sorriu para mim. - Ficarei de olho nela. - Enquanto ele falava, enfiei propositalmente um monte de comida na boca. Não podia responder. Mamãe respondeu por mim:

 - Então, às 14h iremos ao Ateliê de Marry para experimentar seu vestido, ( seu apelido) ! - Ela estava eufórica, mais empolgada e feliz que a noiva. – Carla vai conosco. - Luan me olhou e levantou uma das sobrancelhas. Dei de ombros e fiz uma careta discreta. 

- Se me permitem - Luan levantou - vou ver como estão as coisas. Com licença.

Sequestrados pelo destino. 41 ( Ta cada vez mais dificil )

Quando acordei, mais uma vez, Luan não estava lá. Dessa vez nem um bilhete tinha. Tomei banho e desci para tomar meu café. Todos já estavam à mesa e para minha surpresa, Luan também.

 - Chegou cedo, tenente. - Disse com ar de deboche. Ele não deve nem ter ido a casa, pois estava com a mesma roupa.

 - Não dona Melissa, eu dormi aqui. - Meu sorriso sumiu. Que brincadeira sem graça. - Seu pai me pediu para passar as noites aqui, pois assim se sentiria mais seguro. - Ele abriu um sorriso largo ao ver que toda a cor de meu rosto tinha sumido. Levantou uma das sobrancelhas, como quem diz, te peguei! Filho da mãe! 

- É verdade, minha filha. -Meu pai se intrometeu. - Prefiro ele aqui, Luan já nos mostrou ser competente e a partir de hoje, quando ele não estiver de serviço, dormira aqui. 

- Quem vai dormir aqui? - Perguntou Alex entrando na sala de jantar. Luan resmungou baixinho. Eu já estava sentada ao seu lado me servindo de suco de laranja e torradas com requeijão. – Bom dia! - Disse Alex, me dando um selinho.

 - Luan - Respondeu meu pai

 - Há essa necessidade? - Alex se demonstrou insatisfeito. 

- Me desculpe, Alex, mas quem decide a necessidade sou eu. - Respondeu meu pai rispidamente. Nunca o ouvi falar assim, ainda mais com Alex. - É a vida da minha filha e da minha família que está em risco.

 - Me desculpe,(nome do seu pai) - disse Alex constrangido. - Mas não entendo por que ele. - Luan, por incrível que pareça, estava se comportando muito bem. 

- Porque ele já se mostrou capaz de cuidar de nossa menina. Ele é o responsável pela investigação. E quando ele não puder, seu parceiro Logan estará aqui. - Explicou meu pai pacientemente. - E se por acaso, você Alex, - continuou ele - tiver algo contra o tenente, acho bom que resolva logo. Luan é um profissional que cuidará de nossas vidas e principalmente da nossa menina. - Luan sentiu o peso da responsabilidade. 

- Não há problema algum entre mim e o tenente. - Alex nem olhou na direção de Luan.

 - Então, estamos todos entendidos? - Quis papai saber. O silêncio se manteve, mas todos balançaram a cabeça em afirmação. - Ótimo!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino.40 ( Seja forte, por favor )

- Preciso. - E me estiquei para pegar o telefone que berrava sem parar.

 - Alô? - Luan saiu de perto de mim, não sei se por ciúmes ou para me dá privacidade. Acho que é a primeira opção. Do outro lado ouvi a voz de meu noivo.

 - Oi (Seu nome). Estava dormindo?

- Não, só estava longe do telefone. Você está melhor? 

- Estou. - Respondeu ele. - Me desculpa. Sei que não está sendo fácil pra você, mas entenda que para mim também não. Eu te amo. Fiquei louco durante esse período que te levaram. 

- Eu sei. Sinto muito também. Vamos tentar não brigar mais. - Propus.

 Imediatamente Luan colocou a cabeça para dentro do quarto. Eu levantei os ombros. Ele caminhou em direção à mesa, onde tinha deixado suas coisas, juntou tudo e foi para a janela. Assim que percebi o que ele estava prestes a fazer, peguei meu travesseiro e joguei nele. Ele fez uma carranca que deu até medo. Fiz um sinal para ele esperar. 

- Alex, por que a gente não conversa amanhã pessoalmente? Podemos sair para almoçar, o que acha? 

- Amanhã, amor já tenho compromisso. - Era estranho ele me negar algo, ainda mais na atual situação. Deve ser algo muito importante mesmo. 

- Tudo bem. Pode ser um café à tarde ou quando você tiver tempo. - Luan continuava me encarando de cara amarrada. Pelo menos ele não foi embora.

 - Pode ser (seu nome) . Se der eu te ligo. - Ele parecia cansado. -

 Vou deixar você descansar. Amanhã conversamos. Boa noite. - Me despedi antes que Luan resolvesse ir embora. 

- Boa noite, meu amor. - Disse ele. - Eu te amo! 

- Eu também. - Engoli seco. Luan serrou os punhos. - Beijos. - E desliguei. - Luan , você ia embora? - Perguntei. 

- (Seu nome), eu não acho uma boa ideia nos conversarmos agora não. - Ele estava irado. 

- Tudo bem. Senta aqui, do meu lado. - Bati na cama. Ele balancou a cabeça. 

- Acho melhor eu ir embora. 

- Não. - Implorei. - Por favor, não vá. - Ele respirou fundo. 

- Aquele "eu também" significava "eu também te amo"? - Ele estava bastante aborrecido.

 - Depende do ponto de vista. Vem cá, vem! - Ele não se moveu. Me levantei e fui até ele. Passei meus braços por sua cintura e deitei minha cabeça em seu peito musculoso. - Eu tô aqui, com você. 

- Não sei por quanto tempo vou aguentar isso. - Me apertou contra seu corpo. 

- Só tenha um pouco mais de paciência. - Me soltei e arrastei ele de volta para a cama. Ele me abraçou.


Sequestrados pelo destino. 39 ( Pode me chamar de louca, mas isso me faz bem )

- Nossa, parece que tem alguém desesperada! - Dei um pulo. Era Luan.

 - Miserável! - Xinguei! - Por que fez isso? Não dá pra você me avisar que estar chegando? - Meu coração estava acelerado por causa do susto. 

- Eu tentei, mas não consegui. Agora sei o porque. - Ele parecia triste.

 - Eu e Alex tivemos um desentendimento.

 - Deu para perceber. Parece que você está mal por causa dele.

 - E não era para estar? - Estava quase berrando. - Minha vida está um caos. 

- E eu tenho culpa? 

- Em parte sim. - Eu estava irritada e ele magoado. 

- Ok, (seu nome) . Eu não vim para brigar. Queria te ver, ficar com você, mas pelo visto você prefere a companhia de seu noivo. - Disse com desdém. - Boa noite. - Ele se virou para ir embora. 

- Luan? - Chamei. Ele parou e me olhou. Caminhei em sua direção. - Não vá, por favor. Preciso de você aqui comigo.

 - Para suprir a falta de seu noivinho? 

- Não. 

- Por que então? 

- Porque sou louca por você. - Passei a mão por seu rosto e me estiquei para beija-lo.

 - Você tem um bom coração. Ou ainda o ama.

 - Se o amo, onde você entra nessa história? - Ele começou a andar pelo quarto. 

- Não sei (seu apelido) - Ele nunca me chamou assim. Gostei! - Espero não estar me enganado. Talvez você esteja apaixonada por mim. Eu fui a pessoa mais próxima a você por um bom tempo - disse ele calmamente - pode ter sido carência.

 - Você acha isso mesmo? - Perguntei indignada. Ele estava sério quando me olhou e respondeu:

 - Não! - E sorriu para mim. - Claro que não! - Ele veio em minha direção, acariciou meu rosto e me beijou ternamente. Me derreti em seus braços. Estávamos agarradinhos quando meu telefone tocou. Pela hora, eu já sabia quem era. Provavelmente, Alex ouviu meu recado, se acalmou e resolveu me ligar. 

- É ele? - Quis Luan saber. Respirei fundo.

 - Sim.

 - Vai atender?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino. 38 ( Ele só quer me ajudar )

Depois que meus amigos foram embora, fui tomar um banho. Quando saí do banheiro, Alex estava deitado na minha cama.

 - Oi. – Disse ele da forma mais terna do mundo.

 - Oi. – Respondi. - Deita aqui comigo um pouquinho. – Pediu ele. 

Deitei ao seu lado e ele começou a acariciar meus cabelos. Esse simples toque costumava me fazer tremer. Mas agora, não mais. Ele se aproximou até que nossos narizes se tocaram. E ele me beijou. Como amava esse beijo.

 - Quero me casar com você. – Ele sussurrou. Eu fiquei em silêncio. – O que está acontecendo com você? – Ele se irritou. 

- Alex, não sei se você percebeu, mas passei por um trauma muito grande recentemente. - Comecei. A impaciência tomou conta de mim. - Minha vida não é mais a mesma, tudo mudou. Até pegarem o cara que me sequestrou, ou vou ficar presa em casa ou terei alguém para seguir todos os meus passos. Será que você consegue entender isso? 

- Claro. Só que você não precisa falar assim comigo. - Ele parecia bastante magoado. - Você está estranha. 

- Estou? - Ironizei. - Queria ver se você estivesse em meu lugar. - Ele me olhou decepcionado e magoado.

 - Eu só queria te ajudar, passar tudo isso com você e jamais te deixar sozinha. Mas se você não quer minha companhia, vou deixá-lá sozinha. - Ele se levantou e foi em direção à porta. Senti uma pontada no peito. Fiz besteira. - Alex, me desculpa. - Disse arrependida. 

- Tudo bem, apenas vou deixá-la sozinha. Fique bem. - E saiu sem olhar para trás. Ele foi embora e eu fiquei ali remoendo aquilo. Não queria magoá-lo, mas acabei magoando. Peguei meu telefone, procurei o número dele e pressionei ligar. - Essa é a caixa postal de Alex Mason. Após o sinal deixe seu recado. Biiiiiip. - Droga! - Oi amor, sou eu. Me desculpa pelo que te falei. Não está sendo fácil pra mim. Quando puder e quiser, liga pra mim, por favor! - Eu suplicava ridiculamente. - Beijos.

Sequestrados pelo destino. 37 ( Luan narra )

* Luan narrando *

Entro no sistema do meu departamento e encontro o número do seu celular. Não sei se estará com ela, pois quando a levamos, sua bolsa ficou no carro com tudo. Mas mesmo assim tento o número. Coloco meu número para privado, caso alguém, que não seja ela, atenda. O telefone tocou até cair na caixa postal, mas resolvi tentar de novo. Ela atende depois da terceira vez , ela queria saber como consegui seu numero mais é claro que dei a desculpa por ser policial .Depois ela queria saber porque liguei não me aguentei e disse tudo que sentia por ela mais mesmo assim ela negou , brigou comigo , não aguentei e desliguei sem deixar ela se despedir . Tentei me concentrar no meu trabalho, mas não consegui. Essa mulher não sai da minha cabeça. Fiquei pensando nela, naquela casa, sem nenhuma segurança... E se algo acontecer com ela? Meu Deus, estou ficando louco! Saio do Departamento e resolvo acampar discretamente em frente a casa dela. Durante um bom tempo não houve nenhum movimento, mas de repente o portão se abre e vejo o babaca do noivo ir embora. Graças à Deus, pelo menos ele não vai passar a noite com ela. Tudo está tão tranquilo, que dá até para tirar uma soneca. Mas então, uma ideia me ocorre. Estou morrendo de saudades da (seu nome) Pulo o muro, ainda bem que não tem cachorros, mas acho que vou dar essa ideia ao pai dela. Olho para a casa me perguntando qual será o quarto dela e então vejo uma senhora, que eu acredito ser a mãe, chegando até a sacada e logo depois vejo o Sr. (Nome do seu pai) Ótimo, esse deve ser o quarto deles. Mas ainda há mais três janelas que parecem ser de quartos. Vou tentar cada um deles, e descobrir qual é o quarto da (Seu nome) . Ainda bem que não vou correr o risco de entrar no quarto dos pais dela. Sorrio com o pensamento. Que desculpa eu usaria se fosse pego tentando entrar em um dos quartos? E se por um acaso entrasse no quarto dos pais dela? Isso seria ótimo para meu currículo.

Escalei a parede com facilidade.Essa casa não tem nenhum segurança ,, qualquer um pode entrar e fazer o que quiser aqui. De vagar abri a porta, tudo estava apagado e o quarto estava arrumado. Deve ser de hóspedes. Tateio o beiral e pulo para a sacada ao lado. Tento abrir a janela, mas não consigo. Será que está trancada por dentro? Droga! Não dá para ver nada lá dentro. Já estou quase desistindo, quando de repente a janela se abre, dou um pulo e então ela aparece em minha frente Ela me puxou para a cama, deitamos nela como fazíamos no cativeiro e ficamos abraçadinhos. Era tudo o que eu queria e precisava naquele momento. Era maravilhoso tê-la por perto. Ela ficou em silêncio por alguns segundos. Acho que estava analisando o que eu disse. E mais uma vez ela me surpreendeu. Em seus olhos eu podia ver o que ela queria, e eu dei. O beijo da (seu nome) era o melhor que já tinha provado. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente bem. Se estar com ela era como tocar o céu, beijá-la era estar no céu. Eu a amava. Tinha certeza Acordei sobressaltado com um barulho e fui verificar o que era. Era apenas o galho de uma árvore batendo na janela. Louco e neurótico! Verifiquei a hora e já eram quase 5 da manhã. É melhor eu ir antes que amanheça. Eu ia chama-la, mas ela estava dormindo tão bem que resolvi não incomodar. Escrevi um bilhete e deixei no banheiro, vai que alguém entra aqui e vê? Problema na certa para nós dois. Saí pela janela e fui para casa. Mais tarde eu iria voltar, pois iria colocar seus pais a par das descobertas. ******** Quando cheguei, fui recepcionado pelos pais de (Seu nome) não sei onde ela estava, mas sei com quem estava: com o Noivo Babaca.Lá tivemos a reunião e expliquei tudo que consegui achar sobre o mandante do sequestro.

Sequestrados pelo destino.36 ( Luan Narra )

Luan narrando* 

Eu já tinha visto fotos da (seu nome) em revistas e jornais. Ela não é famosa, mas é filha de um empresário bastante conhecido. Parece que seu pai começou pobre e foi inteligente o suficiente para tornar sua microempresa na maior empresa de construção civil do país. Eu sempre a achei bonita, mas quando a vi, no dia do assalto, na mesma hora meu coração disparou, pois nunca tinha visto uma mulher tão linda em toda minha vida, e pela primeira vez me apaixonei à primeira vista. Tive que me segurar para não estragar a operação, pois quando Thor chegou perto dela, minha vontade foi de correr até ele e o mandar soltá-la. Mas como eu precisava pegar esses caras tive que me conter. Foi difícil, mas consegui. Durante todo esse tempo em que estive com ela, me senti o homem mais feliz do planeta, pois a tinha em meus braços, mas quando recebemos a ligação do chefe querendo que matássemos a (seu nome) , me desesperei, fiquei louco e resolvi, mesmo que não tivesse conseguido chegar até o mandante, que era a hora de agir. Entrei em contato com meu departamento e acertamos tudo. Com a graça de Deus, conseguimos pegar Thor e Josh, mas não tínhamos, até então, nenhuma pista de quem era o mandante do sequestro. Conseguimos tirar (seu nome) do cativeiro e foi terrível vê-la agarrada com o noivo. Um ciúme incontrolável tomou conta de mim e minha vontade era dar uns bons socos na cara daquele cara, mas resolvi deixá-lá resolver o que fazer, por enquanto. Será que ela não Vê o quanto eu a amo? Não posso viver sem essa mulher.
Vou fazer de tudo para conquista-la. Eu a amo mais do que tudo nessa minha vida. Depois que a levaram, senti um vazio dentro de mim, como se nada mais tivesse sentido. Então para distrair a mente, resolvi trabalhar. Fiz umas pesquisas sobre os amigos e inimigos do Sr. (Sobrenome do seu pai) , o pai da (Seu nome) , e descobri que ele teve uma antiga sociedade que não deu certo com um homem chamado Armando Salvador. Na época foi um escândalo, e parece que esse “amigo” o roubou, levando uma boa parte da fortuna do pai dela. E parece que ele ficou pobre, pois perdeu tudo o que tinha, no tratamento do filho que ficou paraplégico em um acidente de carro. Esse acidente aconteceu há mais de 10 anos, a esposa estava dirigindo na volta de uma viagem que fizeram em família, o filho, Diego Salvador, a esposa Marisa Salvador, que faleceu na hora do acidente e uma criança, filho do casal. Não encontrei nenhum registro do que aconteceu com a criança. O Tal do Armando fez tudo o que pôde para tirar o filho da cadeira de rodas, gastou toda sua fortuna com operações e viagens ao exterior, mas não obteve nenhum sucesso. Que bizarro! Para mim ele é o suspeito número um. Não há nada que prove isso, mas algo me diz que foi ele. Olho para o relógio, voltando para minha realidade, de estar longe da (Seu nome), e percebo como sinto sua falta.

Sequestrados pelo destino. 35

Comemos e eu resolvi entrar na piscina. A água estava refrescante. Era revigorante e me acalmava. Ao longe, o vi. Ele estava vindo em nossa direção. Como de manhã, ele estava de jeans e blusa preta tão justa que marcava todo seu corpo. Ele fica bem de preto. Sua presença sempre me encantava, a forma como ele andava era graciosa. Carla percebeu para onde eu estava olhando e ela logo soube que era ele. Ela sorriu e soltou um "Ai . meu . Deus!" pausadamente. 

- Está vendo o que estou passando?

 - É amorzinho, acho que se eu estivesse no lugar de (seu nome) , você também dançaria! – Carla caiu na gargalhada e Pedro jogou um monte de água em sua direção.

 - Boa tarde! – Cumprimentou ele. 

- Boa tarde. – Respondemos todos juntos. Carla estava boquiaberta. Ele passou direto e entrou na casa. Soltei a respiração que estava prendendo. 

- Amiga, ele é tudo! 

- E não é?! – Rimos juntas. 

Sequestrados pelo destino. 34 ( Pegando um bronze )

- Amiga, vamos dar uma volta? - Sugeriu Carla para me tirar da deprê.

 - Não posso, estou de quarentena. Brincadeira. Onde eu for Luan vai atrás. 

- Hum... Quero conhecer esse cara. Pela forma como você o descreveu ele parece ser mais gato que o Alex. 

- E é amiga! – Carla batia palmas de entusiasmo. – Você não o viu lá em baixo quando chegou?

 - Não. Só vi sua mãe. Quer vê-lo! - Pedro olhou para ela de rabo de olho. 

- Amor, eu te amo! - Disse ela fazendo coraçãozinho com as mãos para ele. 

- Já sei o que pode acabar com esse fogo de vocês: Piscina! – Pedro sugeriu. 

- Boa ideia, amor! Ah, - Ele colocou a cabeça entre as mãos – não trouxe biquíni. -

 Eu te empresto um. 

Nos trocamos e fomos para piscina. O calor estava intenso. Pedro deu um pulo que espirrou água para tudo o que é lado. Carla o seguiu e eu me sentei em uma das cadeiras. Procurei por Luan , mas não o vi em lugar nenhum. Ele deve ter ido embora. Minha mãe trouxe um lanche para nós. Descobri que perdi o almoço e que quando meus amigos chegaram já se passava das 14h. Estava faminta. Carla e Pedro saíram da piscina e vieram para a mesa onde minha mãe estava colocando nosso lanche.

 - Tia (apelido da sua mãe) e seus quitutes deliciosos! – Carla exibia um sorriso imenso. 

- Adoro ter vocês aqui. Minha filha fica tão bem quando vocês estão por perto. - Minha mãe ria. – Onde está o Daniel? 

- Ele não pode vir. Teve uma reunião de emergência. - Carla respondeu.

 - Ah sim. – Minha mãe assentiu.

 – Obrigada por virem. Vocês são sempre bem vindos.

 - Obrigada tia (apelido da sua mãe) ! Mamãe saiu nos deixando a sós. 

- Sua mãe é uma fofa! – Disse 

Sequestadros pelo destino. 33 ( Amigos, meus amigos )

- Pai, eu não acho que isso seja necessário...

 - (seu nome) , me desculpe, - interrompeu meu pai - mas quem sabe o que é necessário, sou eu.

 - Eu posso ficar em casa. Não preciso sair. 

- Ah e você vai parar sua vida? - Perguntou meu pai. - Você tem um casamento para planejar. E seu trabalho, vai deixar de lado? 

- Seu pai tem razão, (seu nome) - disse Luan. 

Ele parecia preocupado comigo, de verdade. Deixei meu pai acertando as coisas com Luan e fui para meu quarto. Ter Alex e Luan tão perto assim me deixava doida. Minha cabeça doía e meu corpo pedia cama. Ainda não sabia como ia ser essa história. Com certeza Luan estava se aproveitando para passar mais tempo comigo. A questão é que eu era noiva. Escureci meu quarto. Não quero ver e nem falar com ninguém. Deitei na cama, me enfiei em baixo do edredom e fechei meus olhos. Acho que adormeci, pois não vi quando Carla e Pedro entraram em meu quarto. Acordei com um faixo de luz entrando pela minha janela.

 - Amiga, acorda! – Falou Carla sentada na beira da minha cama, acariciando meus cabelos enquanto Pedro abria as cortinas. Quando a vi, meu mundo se iluminou. Ela sempre sabe o que fazer quando não estou bem. 

- Carla! – Nem reclamei da claridade que entrava no meu quarto.

 – Amiga, que saudades! – Meus olhos marejaram e nós duas nos abraçamos. 

– Pedro – Ele veio em nossa direção e se juntou ao nosso abraço. 

- Como você está? – Ela quis saber.

 - Estou precisando de vocês!

 - Estamos aqui para isso! – Pedro disse, enxugando minhas lágrimas. Esses são meus melhores amigos. 

- Ficamos tão preocupados com você. – Carla disse. Lágrimas escorriam pela sua face.

 - Agora estou bem.

 - Você deve estar cheia de traumas... 

- Não! Com relação a isso, estou bem. – Afirmei mais uma vez.

 - Então qual é o seu problema? – Pedro quis saber. Respirei fundo e soltei de uma de uma vez: - Alex. Eles se entreolharam espantados:

 - Como assim? – Perguntaram juntos. Contei a eles tudo o que aconteceu, desde o sequestro até minha paixão pelo Luan e dúvida com relação ao Alex. Eles me olhavam espantados, como se eu fosse uma louca, mas Carla tentou me entender. 

- Amiga, te entendo. Eu vi uma entrevista em que é normal se apaixonar pelo sequestrador... 

- Não é isso. - Eu a interrompi. - Eu realmente gosto dele.

 - Então joga tudo pro alto! 

- Eu nunca fui mesmo muito fã desse Alex. – Olhei para o Pedro incrédula – Sempre o engoli por sua causa. - 

Sequestrados pelo destino. 32 ( O que eu faço agora? Luan x Alex )

- E onde ele está? - Meu pai quis saber - Vocês já o pegaram?

 - Infelizmente não. Ainda não temos provas o suficiente para pegá-lo

. - E como vocês chegaram a ele? – Meu pai quis saber. 

- Andei fazendo umas pesquisas sobre as “amizades” do senhor. E descobri a antiga sociedade – Luan explicava – e que por acaso ele perdeu tudo o que tinha.

 - Mas como? Ele juntou uma boa grana até eu descobrir o desfalque. – Papai estava estarrecido.

 - Pode ter certeza, sr. (Sobrenome do seu pai) não vou sossegar enquanto não colocar as mãos nele. - Garantiu Luan. - Até lá, seria bom se vocês ficassem em alerta e que (Seu nome) não saísse desacompanhada. 

- Tudo bem, vou contratar alguns guarda costas. O senhor estaria disposto a fazer parte dessa equipe? - Perguntou meu pai. Alex fez cara feia:

 - O tenente deve ser um homem muito ocupado, (Nome do seu pai)

 - Eu ficaria mais aliviada de saber que quem está cuidando da minha filha é o senhor. - Disse minha mãe. - Ela me contou o que fez por ela e quero te agradecer. – Olhei para ela sem acreditar. Depois de tudo o que ela me disse, como assim ela o queria por perto?

 - Só fiz minha obrigação, senhora. Apesar de ter me afeiçoado bastante a ela. - Ele sorriu para mim. 

Estava na cara que Alex não gostou nem um pouco da situação. - E eu aceito sim, senhor (Sobrenome do seu pai) , cuidar de (Seu nome) . Alex arregalou os olhos e ficou vermelho. Senti sua respiração acelerar. Maravilha! Agora é que a parada vai ficar difícil! Como me distanciar desse homem?