domingo, 26 de outubro de 2014

Sequestrada pelo destino. 17 ( Reencontro )

Chegamos tão rápido ao ponto onde estava meu pai e Alex que nem percebi o tempo passar. Abri a porta do carro e corri em direção ao meu pai, que me deu um abraço apertado. Caímos no chão e no choro. Alex se juntou a nos, me abraçando. Ele também chorava. Nos recompomos e nos levantamos. Alex queria ir embora, mas meu pai fazia questão de falar com o responsável pelo caso. Não queria que Luan me visse com Alex, pois ele estava agarrado em minha cintura, parecia mais possessivo do que nunca. Mas depois de tanto tempo sem me ver, era de se esperar que agisse assim. Era para eu estar assim também, só que não conseguia. Mas apesar disso, eu estava doida para ter notícias dele. Eu olhava de um lado para o outro, querendo que Luan chegasse logo, para que eu tivesse certeza de que ele estava bem. De longe vi um carro vindo em nossa direção, meu coração parecia uma escola de samba de tão rápido que pulsava. Era ele, tinha certeza. Ele chegou feito um furacão. Eu estava recostada no carro de meu pai, com Alex agarrado a mim, enquanto papai conversava com o policial. Luan veio direto a mim. Me deu um abraço apertado, verificando se eu não tinha nenhum ferimento. Senti que Luan deu um empurrãozinho em Alex e eu fiquei sem saber o que fazer. 

- Você está bem? - Quis ele saber - Está machucada? - Ele ficou me inspecionando. 

- Não. Estou bem. - Alex nos olhou de rabo de olho.

 - (Seu nome) , precisamos conversar. – Cochichou ele em meu ouvido. Alex se afastou um pouco, meio desconfiado e foi falar com meu pai e o policial. 

- Ah se precisamos! - eu disse - mas essa não é a hora e nem o momento. 

- Você vai ficar com esse cara? perguntou ele, já se alterando.

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