- E o que você sente? -Perguntei, mas me arrependi no mesmo instante que perguntei.
- Eu amo você. - Quase chorei. Ele é lindo. Mas me amar?
- Como você pode me amar? Você me conhece tão pouco!
- Mas amo. Amo como nunca amei ninguém antes. Sei que você me ama também. Assume - Ele estava suplicando. - por favor!
- Não posso. Eu queria, mas não posso.
Ele deu um suspiro: - Ok (seu nome). Boa noite.
Ele parecia esgotado. E desligou. Nem esperou eu me despedir. A dor que senti foi forte demais ao ponto de sufocar. Precisei reprimir meus gritos para que ninguém ouvisse. A dor era tão intensa, que desejei morrer. Eu amava Luan? Não sabia. Mas não queria ficar longe dele. O que eu iria fazer? Meu casamento está marcado. Tenho uma história com Alex e ele me amava. De certo modo, eu o amava também, porque eu desejava o seu bem, queria ficar com ele, mas naquele momento meu coração estava longe e queria ardentemente estar perto do coração de Luan. Me esforcei para não ligar pra ele e contar tudo o que estava realmente sentindo. Sai da banheira, me vesti e deitei na minha cama, fazendo o que mais fazia ultimamente: chorar. De tanto que chorei, dormi, mas mamãe me acordou:
- (seu nome) ! - Chamou minha mãe. Eu precisava conversar. Ela me conhecia bem e eu não iria conseguir esconder isso dela por muito tempo. Resolvi abrir os olhos e contar para alguém confiável o que estava sentindo. Eu precisava mesmo era do meu pai, mas ele não estava aqui. Ela segurava uma bandeja cheia de coisas para eu comer. - Filha, o que houve? - Perguntou ela preocupada.
- Ah mãe, tanta coisa! - E comecei a chorar. Ela esperou que eu me acalmasse. - Estou feliz em estar em casa. – Eu disse. O silêncio se instalou. Ela me olhava com ternura, esperando eu me decidir se falava ou não. - Mãe, eu me apaixonei. - confessei. - Pelo policial que estava disfarçado como um dos sequestradores. - Minha mãe não disse uma palavra. Ela apenas me escutava. - A princípio achei que fosse carência, longe de casa, longe de Alex e ele sempre foi o mais gentil...
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