sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino. 44 ( Trocando ideias )

Não demorou muito para que batessem na porta:

 - Posso entrar? – Assenti. Ele entrou, sentou ao meu lado. – Então quer dizer que você vai experimentar seu vestido de casamento?

 - Parece que sim. – Ele parecia triste, esgotado.

 - Espero que encontre o ideal. – Ele foi sincero. – Me conta uma coisa, como foi que você conheceu esse babaca?

 - Não fala assim dele. Alex é muito importante para mim.

 - Desculpa se te ofendi, noivinha! – Ele estava mesmo irritado.

 - Ei, não precisa agir assim. – Eu disse suavemente tocando em sua perna. – Eu vou resolver isso. Prometo. Só preciso de tempo.

 - Isso está acabando comigo, (seu apelido) 

- Eu sei. Não pense que estou feliz, porque não estou! – Eu disse, pegando em sua mão enlaçando seus dedos nos meus. – Mas respondendo à sua pergunta, eu o conheci no escritório de meu pai. Não sei se você sabe, mas até você me sequestrar, eu fazia a contabilidade da empresa do meu pai. Falando nisso, tenho que voltar a trabalhar!

 - Você é contadora? - Ele perguntou admirado.

 - O que? Não vai me dizer que você pensou que eu fosse uma patricinha mimada? - Cai na gargalhada. 

- Eu nunca pensei isso de você. - Ele parecia sincero.

 - Essa parte eu conto depois, ok?! - Eu ri e dei um selinho nele. - Alex estava procurando emprego. Ele foi indicado por um amigo do meu pai, eu acho. Quando o conheci, meu pai estava contratando ele. Embora tivesse acabado de se formar, tinha boas referências de estágio. - Contei. - Meu pai gostou dele de cara e eu também. – Disse com um sorriso amarelo.

 - E a família dele? - Luan quis saber

. - Ele é órfão. - Disse. - Ele perdeu os pais ainda criança.

 - E como foi, você sabe? 

- Por que quer saber, Luan ? 

- Me desculpa, (Seu apelido) . Eu só queria entender porque você se apaixonou por ele.

 - Tudo bem. Parece que foi um acidente de carro. - Comecei a contar a história. - Os dois morreram na hora e Alex foi mandado para um orfanato, onde ficou até atingir a maior idade. - Eu realmente não gostava de falar disso. Era uma história dele e contar isso sem a permissão de Alex, para mim, era abusar de sua confiança e ainda mais contar para Luan. Me sentia péssima. - Ingressou na faculdade, se formou e foi trabalhar para meu pai. É isso. 

- Poxa, que triste. - Ele realmente parecia compadecido da história de Alex. 

- Pois é. Ele não gosta muito de tocar nesse assunto. Ele sofreu muito. E como já disse - continuei - o conheci lá. Foi paixão à primeira vista.

 - Hum... - E ele ficou mudo

. - E você? - Perguntei - E sua família?

 - O que tem?

 - Quero saber mais sobre você. 

- Hum. - Respirou fundo - Meus pais, são vivos e são casados até hoje, como os seus. E tenho um irmão se chama Leandro . 

- Que bom! Gostaria de conhecê-los um dia. Será que terei essa honra? - Perguntei. 

- Você realmente gostaria de conhecer meus pais? – Ele parecia surpreso. 

- Quero saber tudo a seu respeito, tenente! – Disse com um sorriso nos lábios.

 - Quando você quer ir? – Ele perguntou. 

- Tá falando sério?

 - Sim! 

- É muito longe?

 - De carro, umas 3 horas de viagem.

 - Que desculpa posso arrumar? 

- Diga que precisa de um tempo, e aí podemos passar o fim de semana juntos, o que acha? 

- Para isso acontecer, preciso contar a verdade, abrir o jogo com todos

. - E por que não? Acho que já está na hora do Alex saber.

 - Também acho... Só tenho medo da reação dele, do que ele pode fazer com você. - Disse preocupada. 

- Amorzinho, você está esquecendo quem sou! - Ele nem se importou com minha preocupação.

 - Eu posso contar meias verdades. - Ele bufou e se levantou. - Acho que está na hora da noivinha ir experimentar o vestido de noiva. - Disse ele amargurado. Saiu resmungando algo que não entendi.

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