Quando sai, lá estava ele, deitado em minha cama contemplando o que estava na frente dele: eu, com a cara inchada e olhos vermelhos. Me senti horrível, não queria que aquele homem me visse assim. Seus olhos castanho mel cintilavam.
- Preparei algumas coisas para comermos.
- Onde vamos?
- Lá fora.
- Mas não tem nada lá.
- Por isso mesmo. – rimos juntos. – Assim não corremos o risco de você fugir de mim. – Ele disse me dando uma piscada.
Saímos do quarto e ele pegou minha mão. Sua mão era grande, quente e macia. Na mesma hora senti a eletricidade que saía de seu corpo. Meu nível de carência estava me atraindo para um bandido. Em minha mente, piscavam letreiros grandes com letras vermelhas dizendo: PERIGO! Resolvi ignorar. Afinal, eu amava Alex. Chegamos do lado de fora e vi que tinha algo diferente. O capim já não estava seco e agora havia flores, acho que são flores silvestres. Lá ao fundo, havia uma árvore, que eu nem tinha notado.
- Há quanto tempo estou aqui? – quis saber.
- Cerca de um mês.
- Vocês falaram com meu pai? Ele não fez nada?
- Ele já fez. Mas quem nos contratou quer deixá-lo louco, quer desestabiliza- lo. - Parecia que estava com nojo.
- Quem é ele?
- Não sabemos. O contrato foi feito por telefone. Tentei rastreá-lo, mas não consegui. Parece que nos escolheu a dedo.
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