segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino. 38 ( Ele só quer me ajudar )

Depois que meus amigos foram embora, fui tomar um banho. Quando saí do banheiro, Alex estava deitado na minha cama.

 - Oi. – Disse ele da forma mais terna do mundo.

 - Oi. – Respondi. - Deita aqui comigo um pouquinho. – Pediu ele. 

Deitei ao seu lado e ele começou a acariciar meus cabelos. Esse simples toque costumava me fazer tremer. Mas agora, não mais. Ele se aproximou até que nossos narizes se tocaram. E ele me beijou. Como amava esse beijo.

 - Quero me casar com você. – Ele sussurrou. Eu fiquei em silêncio. – O que está acontecendo com você? – Ele se irritou. 

- Alex, não sei se você percebeu, mas passei por um trauma muito grande recentemente. - Comecei. A impaciência tomou conta de mim. - Minha vida não é mais a mesma, tudo mudou. Até pegarem o cara que me sequestrou, ou vou ficar presa em casa ou terei alguém para seguir todos os meus passos. Será que você consegue entender isso? 

- Claro. Só que você não precisa falar assim comigo. - Ele parecia bastante magoado. - Você está estranha. 

- Estou? - Ironizei. - Queria ver se você estivesse em meu lugar. - Ele me olhou decepcionado e magoado.

 - Eu só queria te ajudar, passar tudo isso com você e jamais te deixar sozinha. Mas se você não quer minha companhia, vou deixá-lá sozinha. - Ele se levantou e foi em direção à porta. Senti uma pontada no peito. Fiz besteira. - Alex, me desculpa. - Disse arrependida. 

- Tudo bem, apenas vou deixá-la sozinha. Fique bem. - E saiu sem olhar para trás. Ele foi embora e eu fiquei ali remoendo aquilo. Não queria magoá-lo, mas acabei magoando. Peguei meu telefone, procurei o número dele e pressionei ligar. - Essa é a caixa postal de Alex Mason. Após o sinal deixe seu recado. Biiiiiip. - Droga! - Oi amor, sou eu. Me desculpa pelo que te falei. Não está sendo fácil pra mim. Quando puder e quiser, liga pra mim, por favor! - Eu suplicava ridiculamente. - Beijos.

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