terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino. 39 ( Pode me chamar de louca, mas isso me faz bem )

- Nossa, parece que tem alguém desesperada! - Dei um pulo. Era Luan.

 - Miserável! - Xinguei! - Por que fez isso? Não dá pra você me avisar que estar chegando? - Meu coração estava acelerado por causa do susto. 

- Eu tentei, mas não consegui. Agora sei o porque. - Ele parecia triste.

 - Eu e Alex tivemos um desentendimento.

 - Deu para perceber. Parece que você está mal por causa dele.

 - E não era para estar? - Estava quase berrando. - Minha vida está um caos. 

- E eu tenho culpa? 

- Em parte sim. - Eu estava irritada e ele magoado. 

- Ok, (seu nome) . Eu não vim para brigar. Queria te ver, ficar com você, mas pelo visto você prefere a companhia de seu noivo. - Disse com desdém. - Boa noite. - Ele se virou para ir embora. 

- Luan? - Chamei. Ele parou e me olhou. Caminhei em sua direção. - Não vá, por favor. Preciso de você aqui comigo.

 - Para suprir a falta de seu noivinho? 

- Não. 

- Por que então? 

- Porque sou louca por você. - Passei a mão por seu rosto e me estiquei para beija-lo.

 - Você tem um bom coração. Ou ainda o ama.

 - Se o amo, onde você entra nessa história? - Ele começou a andar pelo quarto. 

- Não sei (seu apelido) - Ele nunca me chamou assim. Gostei! - Espero não estar me enganado. Talvez você esteja apaixonada por mim. Eu fui a pessoa mais próxima a você por um bom tempo - disse ele calmamente - pode ter sido carência.

 - Você acha isso mesmo? - Perguntei indignada. Ele estava sério quando me olhou e respondeu:

 - Não! - E sorriu para mim. - Claro que não! - Ele veio em minha direção, acariciou meu rosto e me beijou ternamente. Me derreti em seus braços. Estávamos agarradinhos quando meu telefone tocou. Pela hora, eu já sabia quem era. Provavelmente, Alex ouviu meu recado, se acalmou e resolveu me ligar. 

- É ele? - Quis Luan saber. Respirei fundo.

 - Sim.

 - Vai atender?

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