terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino.40 ( Seja forte, por favor )

- Preciso. - E me estiquei para pegar o telefone que berrava sem parar.

 - Alô? - Luan saiu de perto de mim, não sei se por ciúmes ou para me dá privacidade. Acho que é a primeira opção. Do outro lado ouvi a voz de meu noivo.

 - Oi (Seu nome). Estava dormindo?

- Não, só estava longe do telefone. Você está melhor? 

- Estou. - Respondeu ele. - Me desculpa. Sei que não está sendo fácil pra você, mas entenda que para mim também não. Eu te amo. Fiquei louco durante esse período que te levaram. 

- Eu sei. Sinto muito também. Vamos tentar não brigar mais. - Propus.

 Imediatamente Luan colocou a cabeça para dentro do quarto. Eu levantei os ombros. Ele caminhou em direção à mesa, onde tinha deixado suas coisas, juntou tudo e foi para a janela. Assim que percebi o que ele estava prestes a fazer, peguei meu travesseiro e joguei nele. Ele fez uma carranca que deu até medo. Fiz um sinal para ele esperar. 

- Alex, por que a gente não conversa amanhã pessoalmente? Podemos sair para almoçar, o que acha? 

- Amanhã, amor já tenho compromisso. - Era estranho ele me negar algo, ainda mais na atual situação. Deve ser algo muito importante mesmo. 

- Tudo bem. Pode ser um café à tarde ou quando você tiver tempo. - Luan continuava me encarando de cara amarrada. Pelo menos ele não foi embora.

 - Pode ser (seu nome) . Se der eu te ligo. - Ele parecia cansado. -

 Vou deixar você descansar. Amanhã conversamos. Boa noite. - Me despedi antes que Luan resolvesse ir embora. 

- Boa noite, meu amor. - Disse ele. - Eu te amo! 

- Eu também. - Engoli seco. Luan serrou os punhos. - Beijos. - E desliguei. - Luan , você ia embora? - Perguntei. 

- (Seu nome), eu não acho uma boa ideia nos conversarmos agora não. - Ele estava irado. 

- Tudo bem. Senta aqui, do meu lado. - Bati na cama. Ele balancou a cabeça. 

- Acho melhor eu ir embora. 

- Não. - Implorei. - Por favor, não vá. - Ele respirou fundo. 

- Aquele "eu também" significava "eu também te amo"? - Ele estava bastante aborrecido.

 - Depende do ponto de vista. Vem cá, vem! - Ele não se moveu. Me levantei e fui até ele. Passei meus braços por sua cintura e deitei minha cabeça em seu peito musculoso. - Eu tô aqui, com você. 

- Não sei por quanto tempo vou aguentar isso. - Me apertou contra seu corpo. 

- Só tenha um pouco mais de paciência. - Me soltei e arrastei ele de volta para a cama. Ele me abraçou.


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