- Teve um dia, que ele precisou se ausentar e eu fiquei sozinha com os outros dois bandidos. Eles tentaram me violentar, - minha mãe colocou a mão na boca para reprimir um grito de pavor. Lágrimas escorreram pelo seu rosto. - mas o Luan chegou bem a tempo. Ele me salvou. Eu não sabia que ele era policial, então pra mim, ele tinha ido contra os amigos por minha causa. E eu vi que ele era decente. Mas com o passar do tempo, ele se mostrou presente, atencioso, carinhoso, preocupado. E muitas vezes o enfrentei por não me deixar ir, porque ele sempre dizia que queria o meu bem. Só que acabei não resistindo à atração que me ligava a ele, a energia que estava sempre a nossa volta.É claro que pensava em Alex, como continuo pensando. Não quero que ele sofra. Mas já não tenho tanta certeza se quero continuar com ele, se quero me casar com ele, entende? - Minha mãe fez que sim - Não sei o que fazer mãe.
-Você sabe sim, minha filha. – Olhei para ela querendo saber a resposta que ela achava que eu tinha. – Seu casamento está marcado minha querida. Seu noivo te ama. Isso é passageiro. Você sofreu um trauma muito grande – disse ela segurando minha mão. – Acabe com esse seu relacionamento com esse rapaz, de uma vez, enquanto ainda é cedo.
Ela ficou ali, me abraçando e me acalentando. Depois de um tempo me deu um beijo na testa e saiu do meu quarto, mas não antes de dizer que me amava, me deixando sozinha com meus pensamentos. Tentei comer alguma coisa, mas não consegui. Fiquei pensando nas coisas que minha mãe tinha dito. Será que ela tinha razão? Será que me sinto assim por causa do trauma? Resolvi que iria continuar com Alex, mas usaria o sequestro para manter um pouco de distância. Preciso realmente saber o que sinto. Eu teria de retornar as minhas atividades, mas não sei se quero sair de casa. Acho que vou precisar da ajuda de um especialista. Talvez não. Acho que consigo dar conta. Belisquei algumas coisas, escovei os dentes e deitei na minha confortável cama. Que saudade! Estava tão cansada que adormeci.
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