Depois da terceira vez, resolvi atender.
- Número restrito?
- Atendi - Alô?
- Até que em fim! - Reconhecia a voz. Luan. Meu coração acelerou. - Já ia mandar uma viatura para sua casa. - Ele parecia preocupado.
- Como conseguiu meu número? - Perguntei abismada. Ele riu.
- Sou um policial, esqueceu (seu nome) ?
- Não. E ainda não entendi esse lance. - Fui honesta.
- Qual lance?
- De você ser policial. Por que não me contou?
- Porque fiquei com medo de você atrapalhar a operação.
- E você precisava me dar aquele tapa na cara?
- Fazia parte, meu bem. - Ele parecia arrependido. - Estava sendo analisado. Aquela dupla trabalhava sozinha há muito tempo. Alguém os contratava e eles sequestravam. E eu queria pegá-los. -Explicou ele. - Olha, não dá pra falar sobre isso por telefone...
- E por que você me ligou?
- Por que estou com saudades. (Seu nome) , - sua voz parecia um suplício - eu me apaixonei por você, de verdade.
- E o que você quer que eu faça Luan?
- Quero que você escolha a mim ao invés dele.
- Queria que fosse simples assim.
- E não é?
- Não. Eu tenho uma história com ele. Não quero faze-lo sofrer. - Fui honesta.
- Eu posso sofrer? - Sua voz estava cheia de dor. Meu coração partiu.
- Você pode ficar com alguém que não ama?
- Quem te disse que não o amo? - Explodi.
- Tá querendo enganar quem? Você não o ama (seu nome),! - Ele estava nervoso.
- Claro que amo. Se não amasse não estaria preocupada com o sofrimento dele.
- Se você o amasse, não teria se envolvido comigo. - Ele foi direto à ferida. - E não adianta você dizer que era carência porque eu via a forma como você me olhava, como você me beijava e como ficava feliz quando eu chegava. Eu sei a reação que causo em você. - Ele parecia feliz com a descoberta. - Agora mesmo, eu senti, pela sua voz, que você ficou ao mesmo tempo nervosa e feliz porque eu liguei. - Fiquei muda. Não sabia o que dizer. - (seu nome) , assume logo que você sente o mesmo que eu.
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