segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sequestadros pelo destino. 33 ( Amigos, meus amigos )

- Pai, eu não acho que isso seja necessário...

 - (seu nome) , me desculpe, - interrompeu meu pai - mas quem sabe o que é necessário, sou eu.

 - Eu posso ficar em casa. Não preciso sair. 

- Ah e você vai parar sua vida? - Perguntou meu pai. - Você tem um casamento para planejar. E seu trabalho, vai deixar de lado? 

- Seu pai tem razão, (seu nome) - disse Luan. 

Ele parecia preocupado comigo, de verdade. Deixei meu pai acertando as coisas com Luan e fui para meu quarto. Ter Alex e Luan tão perto assim me deixava doida. Minha cabeça doía e meu corpo pedia cama. Ainda não sabia como ia ser essa história. Com certeza Luan estava se aproveitando para passar mais tempo comigo. A questão é que eu era noiva. Escureci meu quarto. Não quero ver e nem falar com ninguém. Deitei na cama, me enfiei em baixo do edredom e fechei meus olhos. Acho que adormeci, pois não vi quando Carla e Pedro entraram em meu quarto. Acordei com um faixo de luz entrando pela minha janela.

 - Amiga, acorda! – Falou Carla sentada na beira da minha cama, acariciando meus cabelos enquanto Pedro abria as cortinas. Quando a vi, meu mundo se iluminou. Ela sempre sabe o que fazer quando não estou bem. 

- Carla! – Nem reclamei da claridade que entrava no meu quarto.

 – Amiga, que saudades! – Meus olhos marejaram e nós duas nos abraçamos. 

– Pedro – Ele veio em nossa direção e se juntou ao nosso abraço. 

- Como você está? – Ela quis saber.

 - Estou precisando de vocês!

 - Estamos aqui para isso! – Pedro disse, enxugando minhas lágrimas. Esses são meus melhores amigos. 

- Ficamos tão preocupados com você. – Carla disse. Lágrimas escorriam pela sua face.

 - Agora estou bem.

 - Você deve estar cheia de traumas... 

- Não! Com relação a isso, estou bem. – Afirmei mais uma vez.

 - Então qual é o seu problema? – Pedro quis saber. Respirei fundo e soltei de uma de uma vez: - Alex. Eles se entreolharam espantados:

 - Como assim? – Perguntaram juntos. Contei a eles tudo o que aconteceu, desde o sequestro até minha paixão pelo Luan e dúvida com relação ao Alex. Eles me olhavam espantados, como se eu fosse uma louca, mas Carla tentou me entender. 

- Amiga, te entendo. Eu vi uma entrevista em que é normal se apaixonar pelo sequestrador... 

- Não é isso. - Eu a interrompi. - Eu realmente gosto dele.

 - Então joga tudo pro alto! 

- Eu nunca fui mesmo muito fã desse Alex. – Olhei para o Pedro incrédula – Sempre o engoli por sua causa. - 

Um comentário: