Voltar mais tarde? Que cretino! Mas acho que amo esse cretino. Ri sozinha. Bateram a minha porta e mais uma vez dei um pulo.
- Quem é?
- Sou eu, Amor!
- Alex! Preciso esconder isso.
Coloquei no meio das toalhas. Corri pra cama.
- Entra.
- Bom dia! - Ele abriu um sorriso radiante. Aquele sorriso que geralmente me deixava sem fôlego.
- Oi! - disse de forma terna, porque sentia uma ternura por ele. Ternura, carinho, respeito. Também tinha amor.
- Oi. Como você está? - quis saber ele. - Dormiu bem?
- Como há muito tempo não dormia. - respondi lembrando dos braços de Luan ao meu redor. Senti remorso, pois meu noivo estava todo preocupado comigo e eu pensando em outro.
- Que bom. Sua mãe falou sobre a visita do seu amigo? – Estranhei a questão do amigo, mas preferia não comentar. Apenas assenti. – E então, você, está pronta para seu depoimento?
- Acho que não tenho como fugir.
- Fiquei tão preocupado com você - disse ele acariciando meus cabelos. Estremeci ao seu toque. - Morri de medo de você não voltar.
- Eu também. - Ele me abraçou e eu me encostei em seu ombro. Eu precisava descobrir o que estava sentindo. Ele beijou meu pescoço, traçando um percurso que levou a minha boca. O beijei. Tinha que beija-lo. Me senti em casa. Nada era novo. Havia paz, serenidade e sabia exatamente como era e eu gostava daquilo, gostava de me sentir em casa. Mas ao mesmo tempo sentia falta de Luan.
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