domingo, 26 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino. 29 ( Duvidas me perseguem )

Voltar mais tarde? Que cretino! Mas acho que amo esse cretino. Ri sozinha. Bateram a minha porta e mais uma vez dei um pulo. 

- Quem é?

 - Sou eu, Amor! 

- Alex! Preciso esconder isso.

Coloquei no meio das toalhas. Corri pra cama.

 - Entra.

 - Bom dia! - Ele abriu um sorriso radiante. Aquele sorriso que geralmente me deixava sem fôlego. 

- Oi! - disse de forma terna, porque sentia uma ternura por ele. Ternura, carinho, respeito. Também tinha amor. 

- Oi. Como você está? - quis saber ele. - Dormiu bem?

 - Como há muito tempo não dormia. - respondi lembrando dos braços de Luan ao meu redor. Senti remorso, pois meu noivo estava todo preocupado comigo e eu pensando em outro.

 - Que bom. Sua mãe falou sobre a visita do seu amigo? – Estranhei a questão do amigo, mas preferia não comentar. Apenas assenti. – E então, você, está pronta para seu depoimento?

 - Acho que não tenho como fugir

- Fiquei tão preocupado com você - disse ele acariciando meus cabelos. Estremeci ao seu toque. - Morri de medo de você não voltar. 

- Eu também. - Ele me abraçou e eu me encostei em seu ombro. Eu precisava descobrir o que estava sentindo. Ele beijou meu pescoço, traçando um percurso que levou a minha boca. O beijei. Tinha que beija-lo. Me senti em casa. Nada era novo. Havia paz, serenidade e sabia exatamente como era e eu gostava daquilo, gostava de me sentir em casa. Mas ao mesmo tempo sentia falta de Luan.

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