quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sequestrada pelo destino. 01

Fui acordada com a risada deles. Eles estavam montando uma câmera. A porta estava aberta. Olhei pra ela e lancei um rápido olhar para eles, que não me viram acordar. Se eu for rápida... Não pensei duas vezes. Me levantei e disparei em direção à porta. Passei por um longo corredor onde vi raios de luz. Segui em frente rumo a uma grande porta. Empurrei. Estava aberta. Quando sai, tive dificuldades para enxergar na claridade. Com os olhos semicerrados, olhei para um lado e para o outro. Não havia nada. Só uma grande campina, com mato seco. Nada, além disso. Desesperada, andei de um lado para o outro. Por fim, me rendi e me ajoelhei. Prostrada ali, mais uma vez chorei. Não sei como ainda tenho lágrimas. Senti uma mão em meu ombro. Um arrepio frio correu pela minha espinha levantando os cabelos em minha nuca. Eu já sabia quem era e logo pensei, lá vem mais uma bofetada. Mas ao contrário, ganhei conforto. Ele se abaixou e ficou cara a cara comigo:

 - (Seu nome) , esses caras não são legais, na verdade nem eu sou. - Ele me disse. Seu olhar era duro, mas também compreensivo. - Se você colaborar, isso logo irá acabar e voltará para sua família. Eu não quero te machucar, então, por favor, colabore.

 - O que vocês querem? - Perguntei - Vocês já entraram em contato com a minha família?  

- No momento, o que eu quero é que você entre e faça tudo o que mandarmos. – Ele me deu a mão para que eu levantasse, mas eu rejeitei. - Nos vamos gravar um vídeo. Vamos, entre. 

Voltei para aquele quarto imundo. Os outros dois já haviam montado a câmera e estavam me olhando com ódio. O moreno disse:

 - Espero que meu amigo Luan, tenha te dado uma bela de uma lição. - Sua mão passou pelo meu rosto, descendo até meu colo. No seu olhar havia malícia, que me fez estremecer. O outro, baixo e loiro, era um pouco mais centrado, no seu olhar tinha ganância.

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