sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino. 42 ( O que eu falo? )

Depois de um longo período de silêncio, onde só se ouvia o barulho de talheres, minha adorável mãe resolveu quebra-lo com a seguinte notícia:

 - (seu nome) não sei se você se lembra, mas hoje temos algo importante a fazer! - Ela parecia empolgada. Tentei acessar minha agenda mentalmente, mas foi um fracasso, não me lembrei de nada. Balancei a cabeça negativamente. - Hoje temos prova de vestido! - Disse ela batendo as mãos uma na outra. 

- Não sei, mas acho que deveríamos adiar esse casamento. - Papai sugeriu. Quando abri a boca para concordar, Alex imediatamente disse:

 - Não. De forma alguma. Nós nos amamos, não há porque adiar o momento mais importante de nossas vidas. - Ele estava irado.

 - O que você acha, Luan ? - Perguntou meu pai. Forcei minha torrada a descer. Essa não, pensei. Luan deu de ombros e fixou seus lindos olhos castanhos - mel nos meus: 

- O que será que a noiva acha? - O canalha jogou a bomba no meu colo. - Se ela está tão apaixonada ao ponto de não conseguir adiar a data do casamento, Sr. (Sobrenome do seu pai) deixe-a se casar .- Ele sorriu para mim. - Ficarei de olho nela. - Enquanto ele falava, enfiei propositalmente um monte de comida na boca. Não podia responder. Mamãe respondeu por mim:

 - Então, às 14h iremos ao Ateliê de Marry para experimentar seu vestido, ( seu apelido) ! - Ela estava eufórica, mais empolgada e feliz que a noiva. – Carla vai conosco. - Luan me olhou e levantou uma das sobrancelhas. Dei de ombros e fiz uma careta discreta. 

- Se me permitem - Luan levantou - vou ver como estão as coisas. Com licença.

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