sábado, 25 de outubro de 2014

Sequestrada pelo destino. 11 ( O Beijo )

E mais uma vez, passou o dedo pela minha bochecha, só que dessa vez foi mais demorado e me olhou bem nos olhos. Um olhar que demonstrava ternura e algo mais que não consegui reconhecer. Aqueles olhos Castanhos- mel brilhavam quando a luz do sol passava por eles. Ele se aproximou. 

- Como pode alguém ser tão linda assim? 

–" Para tudo. Lindo é você!" - Ah, por favor, não vá se apaixonar por mim - disse tentando convencer a mim mesma que não sentia absolutamente nada, que era apenas um estado de carência, afinal, ele havia me sequestrado. - Sou comprometida, esqueceu? - disse mostrando meu anel de noivado. Ele se aproximou mais e disse: 

- Acho que é tarde demais. - E me beijou. Seu beijo? Como posso descrevê-lo? Era doce, suave e ao mesmo tempo em que demonstrava ternura também demonstrava paixão, desejo. Meu corpo era eletricidade pura. Ele me puxou para mais perto, até não existir mais nenhum espaço entre nós. Ele me beijou, beijou, beijou. Eu o beijei. Senti meu corpo mole, se entregando aquela paixão que me consumia, que nos consumia. Eu estou apaixonada por ele! Pelo homem que me sequestrou, pelo homem que me tirou dos meus pais, amigos, do conforto de minha casa e dos braços de meu noivo. Meu noivo! Eu tenho um noivo, que deve estar sofrendo por minha ausência nesse momento e eu estou aqui, nos braços desse homem que me tirou do meu amor. Uma raiva cresceu dentro de mim. Raiva dele, por fazer parte disso e principalmente, raiva de mim por querê-lo. Me afastei. Ele ficou sem entender. Minha vontade era de voltar para seus braços, pois lá me sentia segura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário