domingo, 26 de outubro de 2014

Sequestrados pelo destino.30 ( Meu coração já não é mais meu )

Com toda ternura do mundo, ele parou de me beijar, encostou a testa na minha e sussurrou: 

- Eu te amo. - Senti um nó se formando em minha garganta. Apertei ele contra meu corpo. Foi a primeira vez que não respondi. Só fiquei ali, abraçada, em silêncio. Minha mente estava um turbilhão, não queria magoá-lo. Ainda nutria por ele um sentimento forte, mas não o amava mais. O silêncio foi ficando cada vez maior e com certeza, ele percebeu que eu já não era a mesma. - Vou deixar você se arrumar. Já está quase na hora. 

- Está bem. - Beijou minha testa e saiu do quarto em silêncio. Respirei fundo, e sem saber o que fazer. Fui para o banheiro e coloquei a banheira para encher. Me despi e entrei me perguntando quando foi que tudo mudou

Todos estavam à minha espera. Meu pai ficou me observando descer as escadas. 

- Como você está? - Perguntou ele. Seu rosto demonstrava preocupação. 

- Dormiu bem? 

- Sim. Estou bem, papai! - Fui em sua direção, beijei- lhe a testa e o abracei. Meu lindo pai envelheceu uns 10 anos. 

- Minha filha, o tenente Luan deve estar chegando. Ele acha que seu trauma foi muito grande e preferiu vir pra cá ao invés de irmos à delegacia. 

Que maravilha. Ele aqui. Eu, Alex, ele. Meus pais. Ótimo, melhor maneira de começar o dia. Dei um suspiro.

 - Ok! Posso aguardá-lo na biblioteca? - Precisava sair dali. Precisava falar com ele. Alex me avaliou. Ele vai perceber. Droga! 

- Está tudo bem? - Ele quis saber. 

- Sim. Só quero pensar um pouco. - Sai andando e me enfiei na biblioteca. Rapidamente, peguei meu telefone. 

“Luan, por favor, se comporta. Não faça nenhuma insinuação. Por favor!"  MENSAGEM ENVIADA. 

Bateram à porta. Guardei o telefone. Era Alex. 

- Ele chegou. Levantei e fui em sua direção. Ele segurou minha mão e caminhamos para a sala. Luan já estava lá, sentado no sofá. Será que ele leu minha mensagem? 

- (seu nome) , como vai? -Apertou minha mão. 

- Oi, estou bem e você? 

- Melhor agora. - Ele não leu. Seu telefone fez um bip. - Desculpa. - Pegou o telefone, deu um sorrisinho e olhou pra mim. - Mulheres. - Guardou o telefone. - Mas uma vez me desculpem.

 - Sendo solicitado, tenente? - Quis Alex saber. 

- Pois é. – Disse Luan com um sorrisinho se formando em seus lábios. Me sentei e Alex sentou ao meu lado e me abraçou.

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