Alex nem me esperou mandar entrar. Entrou direto.
- Sei que você passou por muitas coisas no último mês - começou ele - mas senti tanto sua falta, (Seu nome). - Ele pegou minha mão e a beijou. - Você é a mulher da minha vida e pensar em te perder... - eu o abracei.
- Estou aqui, Alex, estou aqui. - Ele parecia desesperado.
- Eu te amo tanto! - E agora? Eu ainda o amo? - (Seu nome) talvez não seja o momento, mas preciso saber. Como você conheceu aquele policial?
- Luan? - Perguntei. - Pra mim ele era um dos bandidos que me sequestraram. - Falei a verdade. - Só descobri que não era quando o agente Logan foi me tirar do quarto. Ainda não entendi.
- Ele parecia bem íntimo a você. - afirmou Alex.
- Ele sempre foi o mais gentil. Teve um dia - estremeci ao lembrar, Alex percebeu - que ele precisou sair e fiquei sozinha com os outros dois. Eles... Eles... - não conseguia completar.
- Eles fizeram alguma coisa com você? -Perguntou indignado, cerrando os punhos. Eu já estava chorando ao lembrar da cena:
- Não. Luan chegou bem a tempo e me salvou! - eu já não chorava mais. Minha voz demonstrava total admiração pelo homem que me salvou e que me atraía de uma forma que não entendia. Alex notou, claro, mas não demonstrou.
- Aconteceu mais alguma coisa que eu deva saber? - Perguntou. Ele se esforçou para que sua voz soasse calma. Eu hesitei. -(seu nome) ?
- Não, Alex. - Menti.
- Você sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe?
- Sei. - Disse sem ter muita certeza. Será que ele aceitaria bem a minha indecisão? Tenho minhas dúvidas.
- Nosso casamento ainda está de pé, certo? - Quis ele saber.
- Sabe Alex, - comecei - acho que passei por muitos momentos desagradáveis no último mês para ficarmos discutindo o que já está certo.
- Claro - dissse ele. - você tem razão.
- Vou tomar um banho. Preciso de um banho. A gente conversa depois.
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